Tomando novos rumos…

Entradas do Novembro 2008

Casa nova e sem Collins

Novembro 9, 2008 · 2 Comentários

Não deu mais para agüentar o assédio ideológico do meu vizinho de quarto. Aquele mesmo, o que é testemunha de jeová. Definitivamente não deu mais. Tive que tomar uma rápida decisão e ir morar em outro lugar. Já faz uma semana que estou em outra área de Madrid, respirando novos ares, sem influências de nenhum tipo religioso!

Falando sério, a coisa estava ficando feia. Quando ele soube que eu me mudaria em breve, começou a se aproximar ainda mais de mim. Dizia: “não, você não pode me deixar aqui sozinho”. E eu tentava explicar amigavelmente que ele não ficaria sozinho, que logo outra pessoa alugaria o quarto onde eu morava e que ele teria também a companhia da Jane, a outra moça com quem compartilhávamos apartamento e que estava empenhada em virar testemunha também.

Em tom dramático, dizia: “mas é que eu me sinto super à vontade com você”. Mmmm… Peraí… O assédio era só ideológico, mas o negócio começou a tomar outros rumos. “Se não fosse porque você não tem as mesmas crenças que eu, você seria a mulher ideal para mim.” Opa!!!! Pára com isso já!!! Para concluir, ele me disse: “Ai, tá fazendo tanto frio… e sua cama é tão grande…”.

Não, não e não! Assim não dava mais para continuar. Empacotei minhas coisas e mudei. Ufa! A partir de agora terei muito mais cuidado com os testemunhas de jeová!!!

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Informação (in)útil

Novembro 9, 2008 · 2 Comentários

Pensei em escrever este post para os que vêm pra Espanha passar um bom tempo por aqui e também para os que já chegaram e estão se adaptando com o novo velho continente.

Eu achava que esse negócio de sofrer com o frio era bobagem se estamos bem protegidos, com blusões, cachecóis, casacos grossos, meias de lã, botas, etc. Bom, no começo é meio difícil para uma goiana não passar frio em território espanhol, mas as coisas vão melhorando com o tempo.

Ano passado, ou melhor, no inverno passado aconteceu uma coisa curiosa e também um pouco trágica. Como estava sem grana para comprar um sapato adequado para proteger os pés contra o frio, o único remédio era calçar duas ou três meias (na maioria das vezes três ao invés de duas) para não congelar os pobres pés. O problema era o que o único tênis que eu tinha, com tanta meia, ficava um pouco apertado. Não me incomodava, mas as unhas começaram a sentir as conseqüências.

Resultado: passei seis meses esperando que as unhas dos dedões dos meus pés crescessem e nada. Seis meses sem dar sinal de vida. As pobres ficaram tão apertadas dentro das meias e do tênis que deixaram de crescer. Isso sem contar que não podia tirar as meias nem quando estávamos dentro de casa, porque não tínhamos calefação central.

Com o tempo, elas começaram a decolar los dedos e uma delas começou a doer muito, tanto que cheguei ao ponto de não poder calçar nenhum tipo de sapato fechado. Um frio terrível e eu com os pés ao vento. Tive que ir ao médico. Parecia uma situação tão ridícula para ir ao médico, mas não tive outra opção. O doutor examinou os meus pés e disse: “o que você tem é uma infecção e isso pode passar para o pé inteiro. Temos que administrar antibióticos urgentemente”. Mal sabia eu que a coisa seria tão séria.

No final, tudo acabou bem. Essa unha que estava pior caiu de vez, mas com os antibióticos, parou de doer e não tive nenhum problema. A outra está num cai-não-cai até hoje, quando já está começando a esfriar outra vez e outra vez tenho que encarcelar meus pés em meias grossas para não passar frio. Menos mal que agora as coisas andam economicamente melhores e pude comprar botas. Isso significa que não vou ter que calçar três meias e apertar tanto os pobres dedos dos pés.

Moral da história: pode parecer uma informação inútil, mas sofri na própria pele as conseqüências de não saber que as unhas também são vitais para o ser humano. Agora que estamos pertinho do inverno, para os meus amigos brasileiros en território espanhol digo que os problemas de adaptação com o clima têm muitas caras. Uma delas pode ser esta que acabo de descrever. Cuidado!

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