Tomando novos rumos…

Entradas do Dezembro 2008

Estômago

Dezembro 26, 2008 · Deixe um comentário

Ontem fui ao cinema para ver um filme brasileiro recém chegado à Espanha: “Estômago”, de Marcos Jorge. Na verdade é uma co-produção brasileira e italiana, mas o diretor é brasileiro e os atores também (exceto um que é italiano). Assim, consideramos que o filme é brasileiro.

Surpreendentemente bom. Fiquei sabendo que entraria em cartaz nos cinemas de versão original pela Radio Nacional de España. Os comentários que fizeram acerca da trama foram os melhores possíveis e a curiosidade tomou conta! Tive que conferir pessoalmente e ver como é mesmo um filme premiado quatro vezes (eu disse QUATRO vezes) no Seminci de Valladolid. Os prêmios foram:
- Mejor Película: Espiga de Oro
- Mejor Director
- Mejor Actor
- Premio de la Juventud

E foi assim que anunciaram o filme por aqui: “Una historia nada infantil sobre poder, sexo y gastronomía”. De infantil não tem nada mesmo. A cronologia da trama é bastante interessante, porque à medida que o personagem principal, Raimundo Nonato, representado pelo ator João Miguel, vai contanto sua própria história, temos a oportunidade de viajar entre presente e passado. Uma boa maneira de captar a atenção do público. 1h52 que a gente nem vê passar.

A sinopse publicada pelo Club Renoir foi a seguinte:

“Raimundo Nonato llega a la gran ciudad con la esperanza de alcanzar una vida mejor que le permita, en el mismo día, comer y cenar. Empieza a trabajar en un bar y allí se da cuenta de su talento para la cocina pues, con sus ‘coxinhas’, el local se llena de clientes. Giovanni, dueño de un prestigioso restaurante italiano, le contrata como ayudante de cocina. Nonato descubre la cocina italiana, los sabores y, cómo no, el vino. Nonato ahora tiene una casa, ropa, nuevas relaciones y, sobre todo, el amor de una mujer, Iria, una prostituta de buen apetito, con la que establece un ancestral intercambio de sexo por comida.”

Otra parte que não está na sinopse é o intercâmbio entre comida e respeito na prisão. Mas não vou contar por que Raimundo Nonato é preso. Vale à pena ver o filme e descobrir os segredos dessa condimentada trama brasileira.

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Televisão digital e otras cositas más

Dezembro 22, 2008 · 1 Comentário

Descobri que não tenho a menor idéia de como funcionam essas televisões de tela plana. Queria fazer um bom investimento este natal e comprar de presente (para mim mesma!) uma boa TV. Isso porque não tenho televisão desde quando cheguei na Espanha. Primeiro problema: que TV escolher? Segundo problema: como escolher? Danou-se! Estive pertinho de comprar uma, mas muito perto mesmo. Só que, por não saber a melhor marca, os detalhes que tenho que verificar, melhor resolução, essas coisas, resolvi deixar pra lá e pedir uma ajuda aos meus fiéis leitores.

 

Queridos leitores deste humilde blog, alguém pode me ajudar a comprar uma televisão tela plana? Que horror! Nunca pensei que fosse tão difícil. Algumas já vêm com TDT incorporado, que creio que é boa coisa. Outras vêm preparadas para HD. Que p… é essa de vir preparada para HD? Creio que HD significa High Definition, mas se só vem preparada para isso, significa que ela mesma, sozinha, não tem alta definição? Putz! ¡Vaya rollo al que me he metido! Espero que alguém possa me dar uma luz!

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O inverno e meus pés. Meus pés e o inverno

Dezembro 22, 2008 · Deixe um comentário

Incrível. Não pensava que meus pés fossem tão sensíveis. Creio recordar que no Brasil não costumava ter problemas mais que os habituais calos da vida. Mas é que durante o inverno não tenho sossego. Lembra da historinha das unhas? Pois é. Dessa vez o tema é outro. Na verdade não sei exatamente o que é. Só sei que dói.

 

Um dia cheguei em casa depois de um longo dia de trabalho e estudo, com uma dor terrível entre os dedos anular e mindinho do pé direito. Tinha a impressão de que havia saído um calo, só que estavam os dois muito vermelhos. Parecia mais uma espinha que um calo. Mas uma espinha nos dedos dos pés já é demais!

 

Sei que, no dia seguinte, para conseguir calçar os sapatos, tive que envolver com algodão ambos dedos. Doia mesmo assim, mas pelo menos conseguia andar normalmente. Isso tem uma semana e continuo na mesma. Tenho usado uma pomada com antiinflamatório e agora já não estão vermelhos. A espinha se transformou em um cravo. É que é igualzinho a um cravo. Só que não me atrevo a espremer, porque dói horrores. Vamos ver como concluímos essa história.

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Presente dos céus

Dezembro 8, 2008 · 1 Comentário

Atendendo a pedidos, aqui estou, escrevendo um post novo. É que a correria está intensa ultimamente e sinto que será assim até o mês de fevereiro, quando termino o mestrado. Por isso peço desculpas aos leitores assíduos deste blog (que orgulho!). Prometo que qualquer brechinha que tiver, entro para postar alguma novidade.

Pois é, dia 29 de novembro foi meu “cumpleaños”. E não podia ser melhor que receber um presente caído do céu: neve. Eu disse: N-E-V-E!!!! Pela primeira vez na vida dessa goianinha que vos escreve vi esse encantador fenômeno natural que modifica totalmente a paisagem. Uma imensidão branca indescritível. E um frio da p…!

Em Madrid tentou nevar, mas não passou de uma chuva mesclada com uns floquinhos de neve bem discretos. Mas na serra, mmmm…, que maravilha! Navacerrada estava com os estacionamentos lotados de tantos turistas (e madrileños também) que foram esquiar, tirar fotos e aproveitar um típico dia de inverno em pleno outono.

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Um breve adeus

Dezembro 1, 2008 · 3 Comentários

É verdade que já passaram alguns dias, mas queria deixar aqui registrado um certo lamento, algo que incomoda. A pessoa forte do Departamento de Ciências da Comunicação I da Universidad Rey Juan Carlos resolveu nos deixar. Não porque quisesse ir, porque estivesse cansado ou porque se desentendeu com alguém dentro da faculdade. Nada disso. Um dia, pela manhã, resolveu não vir mais à universidade. Estávamos todos esperando que as aulas começassem às 17h e não começaram.

A reitoria da universidade resolveu fechar todos os edifícios e declarar luto oficial pela perda de Ricardo Pérez-Amat García, vice-reitor e praticamente “dono” da faculdade de comunicação. Ele coordenava sem ser coordenador, dirigia sem ser diretor, dava ordens sem ser chefe, falava mais que o homem da cobra, mas sua generosidade era tão grande que nenhum defeito que puedesse ter seria maior que suas qualidades. Não somos perfeitos. É verdade que ele tampouco era perfeito. Mas cuidou tão bem do departamento e da faculdade que os professores agora se sentem, de alguma maneira, órfãos. Ao Ricardo, que se pudesse não deixaria nunca a URJC, um breve adeus.

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