Tomando novos rumos…

Entradas do Abril 2009

Primeira visita ao Brasil

Abril 24, 2009 · 1 Comentário

Sim, fui ao Brasil!!!! Depois de um ano e meio sem ver a família e os amigos, estive de volta à terrinha, bem no coração do país. E que calor! Ufa! Goiânia sempre foi uma cidade quente, mas parece que agora, como estou acostumada com o frio de Madrid, estava ainda mais difícil de agüentar.

Devo contar que não fui sozinha… Hehehehehe! Pois é. Fui também para apresentar o “dito cujo”. Fiquei super feliz por perceber que ele caiu super bem à minha família e vice-versa. Ele até me disse que quer voltar ao Brasil todo ano. Pensa! Se fosse mais barato, até que dava, mas só com passagens gastamos quase 2500 euros.

O vôo foi super tranqüilo. Saímos de Madrid na noite do dia 5 de abril e chegamos em São Paulo no dia 6, às 7h (horário de Brasília). Tínhamos um vôo para Goiânia às 8h10, mas com a fila do controle de passaportes, perdemos o avião e tivemos que esperar até as 17h30 para pegar o seguinte vôo. Muito cansativo ficar no aeroporto de Guarulhos, olhando pro teto e esperando o tempo passar. Isso depois de ter dado umas quantas voltas pra lá e pra cá, vendo lojas, assustando com os preços das coisas, enfim. Com o fuso horário, o dia 6 de abril acabou tendo 29 horas.

Sobre o controle de passaportes, não posso me queixar, embora tenha demorado muito. A fila estava grande porque era Semana Santa e o turismo no Brasil aumenta vertiginosamente. Os espanhóis não precisam de visto para entrar no Brasil, mas devem cumprir uma série de requisitos: apresentar o passaporte, 300 euros em dinheiro vivo, um cartão de crédito internacional habilitado, um documento que comprove que a pessoa tem renda na Espanha e que não vai precisar trabalhar para se manter no Brasil durante a validade do visto de turista (três meses), uma carta-convite ou algo que comprove onde a pessoa estará hospedada e as passagens de ida e volta. Não precisa apresentar carteirinha de vacinação, mas é bom tomar a vacina contra febre amarela.

No fim das contas, não olharam nada. Só pediram o passaporte. E quem disse que a maquininha ultra-modena para leitura de chip ultra-moderno dos passaportes ultra-modernos funcionava? Na-na-ni-na-não. E a moça tentava, tentava, tentava e nada. Até que ela conseguiu resolver o problema de outra maneira. Aliás, uma coisa que me chamou a atenção é que todas as agentes eram mulheres. Até que dá uma imagem de receptividade por parte do país de acolhida.

Chegamos em Goiânia às 19h30, exaustos. Acabou que nem descansamos durante os 14 dias que estivemos ali. Era um tal de acordar cedo e dormir tarde que o sono só foi acumulando. Mas também, para fazer tudo o que tínhamos que fazer, era preciso enfrentar a correria com muito bom humor. No fim das contas, deu tudo certo. Revi alguns amigos e familiares e peço imensas desculpas aos que não pude visitar, porque o tempo foi muito curto. Prometo que da próxima vez iremos com mais tempo.

A viagem de volta também foi tranqüila. Na hora de passar pelo controle de passaportes no aeroporto de Madrid, a fila estava pequena e não tivemos que esperar quase nada. O leitor de chip ultra-moderno funcionava, mas nem precisava, porque meu passaporte é da velha geração!

E aqui estamos, outra vez, de volta à boa rotina madrileña.

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Muitas novidades

Abril 24, 2009 · Deixe um comentário

Ah, que pena que quase não tenho tempo para atualizar o blog. Queria muito poder escrever todas as semanas, pelo menos, contando coisas daqui da Espanha e as curiosidades do dia-a-dia de uma brazuca em terras taurinas. Peço desculpas aos amigos que sempre passam por aqui esperando encontrar um “post” novo. É que a vida de doutoranda não é fácil.

Pois é, comecei o doutorado. Com uma matéria pendente do mestrado, mas tudo bem! Agora em junho entregamos o trabalho que falta e ficamos livre disso de uma vez. Sim, o verbo é mesmo no plural: “entregamos”. Porque a profa. não foi nada camarada com a gente e ninguém pôde terminar o mestrado em fevereiro, mês previsto para que acabassem as aulas. Por conta de uma professora – umazinha! Eita nós!

O negócio da matrícula no doutorado foi meio corrido. Decidi de última hora, porque surgiu a oportunidade de pedir uma bolsa muito boa. Para isso, tinha que estar matriculada. Em dezembro, preenchi a papelada – da matrícula e da bolsa -, mas não deu em nada. Bom demais para ser verdade: 1200 euros ao mês durante quatro anos. Fala sério! Um sonho. Mas como a matrícula já estava feita, agora tem que começar. E pra valer!

Já não trabalho mais na secretaria da universidade. Pedi uma bolsa de pesquisa para trabalhar com meu orientador e essa deu certo. O problema é que a bolsa da secretaria não era compatível com outro trabalho, então tive que deixar meu companheirinhos da gestão de alunos. Foda é que só foram me avisar que as bolsas não eram compatíveis depois de eu ter trabalhado durante o mês de fevereiro nos dois lugares. Pergunta se me paragam a bolsa da secretaria relativa ao mês de fevereiro! Tá pensando que as coisas são fáceis? Que nada! No início de março me ligaram para dizer que eu tinha que escolher uma das bolsas. Caso contrário, não me pagariam nenhuma. Como me interessava muito trabalhar com pesquisas, deixei a secretaria e fiquei sem o rico dinheirinho de fevereiro. Menos mal que me pagaram a bolsa de pesquisa.

No mais, vai indo tudo muito bem, graças a Deus. Estou muito mais adaptada com a vida na Espanha. Hoje, quando vejo as coisas que escrivi aqui no blog, contando minha experiência com a burocracia espanhola e as dificuldades que vivi como estrangeira, tudo parece um sonho de barriga cheia. Estou super tranqüila agora, com o NIE renovado até outubro e depois veremos o que faço em relação a isso. Até porque não posso renová-lo como estudante se sou doutoranda. É mole? Dizem que é porque o doutorado do plan Bolognia não exige aulas presenciais, o que significa que eu poderia muito bem estar no Brasil e fazendo doutorado numa universidade espanhola. Só que eu queria mesmo era ficar aqui para praticar bastante o idioma, já que vou ter que defender a tese em espanhol. Vamos ver no que dá!

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