Antes não existissem. Nesse ponto, estou totalmente de acordo com um dos jornalistas que apresenta um programa na Radio Nacional Espanhola, que uma vez disse que os jovens neo-nazi não têm a mínima idéia do que é ser um nazista. Não viveram o período da segunda guerra, não sentiram na pele a angústia, a incertidão, o sofrimento, a dor. Não têm nenhuma razão pela qual lutar. Não conhecem seus objetivos e não sabem o que defendem.
Menos mal que no Brasil, com tanta (bio)diversidade, somo um povo bastante tolerante. No geral, claro. Pelo menos eu, pessoalmente, nunca vi pixado num muro uma frase tão violenta como a que vi ontem, quando saí para dar um passeio pelo bairro onde moro, em Madrid. Um neo-nazi havia escrito com grandes e visíveis letras: “Los rumanos todos a la cámara de gas”. No nosso bom e velho português: todos os romenos à câmara de gas.
Está certo que existem muitos imigrantes do leste europeu na Espanha, mas nada justifica uma violência declarada como essa. Os últimos países que entraram na União Européia não são nenhum paraíso. Sofrem com a crise econômica, o desemprego, a corrupção, a desigualdade social, toda essa situação de terceiro mundo que conhecemos bem – embora estejam no primeiro mundo. E a imigração nada mais é que uma tentativa de melhora de vida e uma denúncia de que as coisas, em seus (nossos) países de origem não vão indo muito bem.
Si em vez de pixar o patrimônio público se dedicassem a pensar em soluções para os problemas espanhóis, com certeza esses fulanos neo-nazi dariam uma grande contribuição a este país.
0 respostas Até agora ↓
Ainda não há comentários... chute o balde preenchendo o formulário abaixo.