Tem coisas que são difíceis de explicar. Hoje de manhã, por volta das 9h30, estava indo à universidade com o Jose e sempre vamos escutando alguma rádio. Puseram uma música que me fez lembrar um cantor que Jose me disse que tinha problemas com drogas (lê-se heroína) e que sempre estava morre-não-morre. Claro, é que a música que puseram era dele. Embora eu nunca tivesse ouvido a tal canção, deu pra reconhecer o cantor espanhol pela voz. E olha que eu sou meio devagar para reconhecer vozes de cantores espanhóis.
Perguntei: “Esse cantor é o mesmo daquela música ‘La chica de ayer’”? E ele me disse que sim. Fiquei surpreendida com a minha façanha de tê-lo identificado. Continuo perguntando: “É aquele que você me disse que era viciado em heroína?”. Resposta: “Ele mesmo. Se chama Antonio Vega”. Não sei porque, mas me veio uma curiosidade muito grande de saber como era o rosto desse cantor, saber quem era o dono daquela voz e como era a vida que a heroína havia tomado conta.
Chegamos à uni e eu fui direto à biblioteca estudar um pouco. Fiz parte do que tinha que fazer e pensei em buscar no Google alguma foto do tal cantor. Mal sabia eu que hoje estavam colocando músicas dele na rádio porque ele havia falecido. Fiquei pensando: “Por que será que esse cantor me chamou a atenção justo hoje, data da sua morte?”. Tem coisas que a vã filosifia humana não explica.
O fato é que as drogas levaram mais um ídolo da juventude dos anos 80. “Ese chico triste y solitario”, como era conhecido Antonio Vega, morreu aos 51 anos, mas parecia que tinha uns 70. Até quando nossos heróis - como diria Cazuza - vão morrer por conta das drogas?
0 respostas Até agora ↓
Ainda não há comentários... chute o balde preenchendo o formulário abaixo.