Antes não existissem. Nesse ponto, estou totalmente de acordo com um dos jornalistas que apresenta um programa na Radio Nacional Espanhola, que uma vez disse que os jovens neo-nazi não têm a mínima idéia do que é ser um nazista. Não viveram o período da segunda guerra, não sentiram na pele a angústia, a incertidão, o sofrimento, a dor. Não têm nenhuma razão pela qual lutar. Não conhecem seus objetivos e não sabem o que defendem.
Menos mal que no Brasil, com tanta (bio)diversidade, somo um povo bastante tolerante. No geral, claro. Pelo menos eu, pessoalmente, nunca vi pixado num muro uma frase tão violenta como a que vi ontem, quando saí para dar um passeio pelo bairro onde moro, em Madrid. Um neo-nazi havia escrito com grandes e visíveis letras: “Los rumanos todos a la cámara de gas”. No nosso bom e velho português: todos os romenos à câmara de gas.
Está certo que existem muitos imigrantes do leste europeu na Espanha, mas nada justifica uma violência declarada como essa. Os últimos países que entraram na União Européia não são nenhum paraíso. Sofrem com a crise econômica, o desemprego, a corrupção, a desigualdade social, toda essa situação de terceiro mundo que conhecemos bem – embora estejam no primeiro mundo. E a imigração nada mais é que uma tentativa de melhora de vida e uma denúncia de que as coisas, em seus (nossos) países de origem não vão indo muito bem.
Si em vez de pixar o patrimônio público se dedicassem a pensar em soluções para os problemas espanhóis, com certeza esses fulanos neo-nazi dariam uma grande contribuição a este país.
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É assim que estou ainda. Muita coisa nova, muita coisa antiga (e cada coisa mais linda que a outra), muita gente falando 300 idiomas diferentes e minha cabeça girando. Quando o sol nasceu hoje, Thiago e eu já estávamos na rua, rumo à universidade, para que eu aprendesse como chegar lá. Afinal sao (nao achei o til) muitos quilometros daqui onde estamos, no centro da cidade, para o município de Fuenlabrada, onde vou estudar.
O hostal onde ficaremos até que aluguemos um quarto (nao sei porque se chama hostal) é muito organizado. Eu é que ainda nao consegui dormir direito. Cabeça tao cheia que nem dá pra descansar direito. Nem foto tiramos ainda – pasmem! Quando estivermos mais tranqüilos, faremos passeios turísticos. Por enquanto estamos nos localizando nessa cidade enoooorme, aprendendo a nos locomover pelos metros e renfes e enxergando o sol nascer do lado que era para ele se por(!!!). É que aqui é o contrário, ora! Eu já deveria saber.
Experiencia do dia: como usar o orelhao. Começamos perdendo 25 centavos. Ponto para ele! Depois resolvemos comprar um cartao e para todos que perguntávamos, ofereciam celulares, porque é muito mais em conta. Já vi que vamos ter que comprar um celular em breve. Por fim, conseguimos encontrar uma loja enorme que vendia os tais cartoes para orelhao. Queríamos ligar para os números dos anúncios de aluguel de quartos que encontramos, mas os créditos foram embora rapidinho. Menos mal que conseguimos marcar duas visitas para amanha. Os preços estao em conta. Vamos ver no que dá. Sorte!
Aqui é meio complicado usar internet. Talvez eu consiga atualizar o blog da universidade. Veremos!
Beijos para todos!
Hasta luego!
PS: Gui, posta de novo o seu comentário! É que o computador da sua casa estava logado no meu nome. Beijo!
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Sábado passado foi o Natal. Então ontem teria que ser o reveillon, certo? Teria que ser, não. Foi! Com direito a fogos de artifício:

Família animada essa do meu noivo!
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