Tomando novos rumos…

“Si eres español… Tú primero”

Maio 11, 2009 · Deixe um comentário

Seguimos com o tema do nacionalismo. Não fico procurando frases cognitivamente limitadas como esta pelas ruas de Madrid. Elas simplesmeste cruzam o meu caminho e me obrigam a ler algo que realmente não acrescenta nada na minha vida (exceto ao blog!).

Frase do dia: “Si eres español… Tú primero”. Num país cheíssimo de imigrantes como Espanha, creio que esta frase, altamente propagada pela Frente Nacional (www.frentenacional.es) em outdoors pela província de Madrid não será bem vista. Ah, pelos nacionalistas radicais, sim. Com certeza. São os que apoiam esse tipo de manifestação.

Tá, não sou espanhola. Mas o que diriam dos espanhóis que emigraram a outros países? Na Argentina existe uma colônia imensa de espanhóis e em outros países hispanos também. Vamos ver se soa bem: “Si eres argentino… Tú primero”. Mmmm… Não mesmo!

Uma frase que as pessoas costumam dizer por aqui, principalmente aquelas que já foram vítimas do nacionalismo extremo, é que a melhor forma de curar um nacionalista é fazer como que ele viaje e conheça outros países. E é verdade. Assim deixam de olhar só para o próprio umbigo.

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Mas esses fulanos ainda existem?

Maio 5, 2009 · Deixe um comentário

Antes não existissem. Nesse ponto, estou totalmente de acordo com um dos jornalistas que apresenta um programa na Radio Nacional Espanhola, que uma vez disse que os jovens neo-nazi não têm a mínima idéia do que é ser um nazista. Não viveram o período da segunda guerra, não sentiram na pele a angústia, a incertidão, o sofrimento, a dor. Não têm nenhuma razão pela qual lutar. Não conhecem seus objetivos e não sabem o que defendem.

Menos mal que no Brasil, com tanta (bio)diversidade, somo um povo bastante tolerante. No geral, claro. Pelo menos eu, pessoalmente, nunca vi pixado num muro uma frase tão violenta como a que vi ontem, quando saí para dar um passeio pelo bairro onde moro, em Madrid. Um neo-nazi havia escrito com grandes e visíveis letras: “Los rumanos todos a la cámara de gas”. No nosso bom e velho português: todos os romenos à câmara de gas.

Está certo que existem muitos imigrantes do leste europeu na Espanha, mas nada justifica uma violência declarada como essa. Os últimos países que entraram na União Européia não são nenhum paraíso. Sofrem com a crise econômica, o desemprego, a corrupção, a desigualdade social, toda essa situação de terceiro mundo que conhecemos bem – embora estejam no primeiro mundo. E a imigração nada mais é que uma tentativa de melhora de vida e uma denúncia de que as coisas, em seus (nossos) países de origem não vão indo muito bem.

Si em vez de pixar o patrimônio público se dedicassem a pensar em soluções para os problemas espanhóis, com certeza esses fulanos neo-nazi dariam uma grande contribuição a este país.

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Primeira visita ao Brasil

Abril 24, 2009 · 1 Comentário

Sim, fui ao Brasil!!!! Depois de um ano e meio sem ver a família e os amigos, estive de volta à terrinha, bem no coração do país. E que calor! Ufa! Goiânia sempre foi uma cidade quente, mas parece que agora, como estou acostumada com o frio de Madrid, estava ainda mais difícil de agüentar.

Devo contar que não fui sozinha… Hehehehehe! Pois é. Fui também para apresentar o “dito cujo”. Fiquei super feliz por perceber que ele caiu super bem à minha família e vice-versa. Ele até me disse que quer voltar ao Brasil todo ano. Pensa! Se fosse mais barato, até que dava, mas só com passagens gastamos quase 2500 euros.

O vôo foi super tranqüilo. Saímos de Madrid na noite do dia 5 de abril e chegamos em São Paulo no dia 6, às 7h (horário de Brasília). Tínhamos um vôo para Goiânia às 8h10, mas com a fila do controle de passaportes, perdemos o avião e tivemos que esperar até as 17h30 para pegar o seguinte vôo. Muito cansativo ficar no aeroporto de Guarulhos, olhando pro teto e esperando o tempo passar. Isso depois de ter dado umas quantas voltas pra lá e pra cá, vendo lojas, assustando com os preços das coisas, enfim. Com o fuso horário, o dia 6 de abril acabou tendo 29 horas.

Sobre o controle de passaportes, não posso me queixar, embora tenha demorado muito. A fila estava grande porque era Semana Santa e o turismo no Brasil aumenta vertiginosamente. Os espanhóis não precisam de visto para entrar no Brasil, mas devem cumprir uma série de requisitos: apresentar o passaporte, 300 euros em dinheiro vivo, um cartão de crédito internacional habilitado, um documento que comprove que a pessoa tem renda na Espanha e que não vai precisar trabalhar para se manter no Brasil durante a validade do visto de turista (três meses), uma carta-convite ou algo que comprove onde a pessoa estará hospedada e as passagens de ida e volta. Não precisa apresentar carteirinha de vacinação, mas é bom tomar a vacina contra febre amarela.

No fim das contas, não olharam nada. Só pediram o passaporte. E quem disse que a maquininha ultra-modena para leitura de chip ultra-moderno dos passaportes ultra-modernos funcionava? Na-na-ni-na-não. E a moça tentava, tentava, tentava e nada. Até que ela conseguiu resolver o problema de outra maneira. Aliás, uma coisa que me chamou a atenção é que todas as agentes eram mulheres. Até que dá uma imagem de receptividade por parte do país de acolhida.

Chegamos em Goiânia às 19h30, exaustos. Acabou que nem descansamos durante os 14 dias que estivemos ali. Era um tal de acordar cedo e dormir tarde que o sono só foi acumulando. Mas também, para fazer tudo o que tínhamos que fazer, era preciso enfrentar a correria com muito bom humor. No fim das contas, deu tudo certo. Revi alguns amigos e familiares e peço imensas desculpas aos que não pude visitar, porque o tempo foi muito curto. Prometo que da próxima vez iremos com mais tempo.

A viagem de volta também foi tranqüila. Na hora de passar pelo controle de passaportes no aeroporto de Madrid, a fila estava pequena e não tivemos que esperar quase nada. O leitor de chip ultra-moderno funcionava, mas nem precisava, porque meu passaporte é da velha geração!

E aqui estamos, outra vez, de volta à boa rotina madrileña.

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Muitas novidades

Abril 24, 2009 · Deixe um comentário

Ah, que pena que quase não tenho tempo para atualizar o blog. Queria muito poder escrever todas as semanas, pelo menos, contando coisas daqui da Espanha e as curiosidades do dia-a-dia de uma brazuca em terras taurinas. Peço desculpas aos amigos que sempre passam por aqui esperando encontrar um “post” novo. É que a vida de doutoranda não é fácil.

Pois é, comecei o doutorado. Com uma matéria pendente do mestrado, mas tudo bem! Agora em junho entregamos o trabalho que falta e ficamos livre disso de uma vez. Sim, o verbo é mesmo no plural: “entregamos”. Porque a profa. não foi nada camarada com a gente e ninguém pôde terminar o mestrado em fevereiro, mês previsto para que acabassem as aulas. Por conta de uma professora – umazinha! Eita nós!

O negócio da matrícula no doutorado foi meio corrido. Decidi de última hora, porque surgiu a oportunidade de pedir uma bolsa muito boa. Para isso, tinha que estar matriculada. Em dezembro, preenchi a papelada – da matrícula e da bolsa -, mas não deu em nada. Bom demais para ser verdade: 1200 euros ao mês durante quatro anos. Fala sério! Um sonho. Mas como a matrícula já estava feita, agora tem que começar. E pra valer!

Já não trabalho mais na secretaria da universidade. Pedi uma bolsa de pesquisa para trabalhar com meu orientador e essa deu certo. O problema é que a bolsa da secretaria não era compatível com outro trabalho, então tive que deixar meu companheirinhos da gestão de alunos. Foda é que só foram me avisar que as bolsas não eram compatíveis depois de eu ter trabalhado durante o mês de fevereiro nos dois lugares. Pergunta se me paragam a bolsa da secretaria relativa ao mês de fevereiro! Tá pensando que as coisas são fáceis? Que nada! No início de março me ligaram para dizer que eu tinha que escolher uma das bolsas. Caso contrário, não me pagariam nenhuma. Como me interessava muito trabalhar com pesquisas, deixei a secretaria e fiquei sem o rico dinheirinho de fevereiro. Menos mal que me pagaram a bolsa de pesquisa.

No mais, vai indo tudo muito bem, graças a Deus. Estou muito mais adaptada com a vida na Espanha. Hoje, quando vejo as coisas que escrivi aqui no blog, contando minha experiência com a burocracia espanhola e as dificuldades que vivi como estrangeira, tudo parece um sonho de barriga cheia. Estou super tranqüila agora, com o NIE renovado até outubro e depois veremos o que faço em relação a isso. Até porque não posso renová-lo como estudante se sou doutoranda. É mole? Dizem que é porque o doutorado do plan Bolognia não exige aulas presenciais, o que significa que eu poderia muito bem estar no Brasil e fazendo doutorado numa universidade espanhola. Só que eu queria mesmo era ficar aqui para praticar bastante o idioma, já que vou ter que defender a tese em espanhol. Vamos ver no que dá!

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Neve em Madrid!

Janeiro 11, 2009 · 1 Comentário

Fazia 7 anos que não nevava tanto em Madrid. Na verdade, neve no centro da Espanha não é nada comum. Os madrileños costumam dizer que aqui neva a cada quatro anos e só um ou dois dias durante o inverno (normalmente em janeiro). Em dezembro de 2007, eu, recém chegada à Espanha – tá bom, mais ou menos recém chegada – estava morrendo de frio e todos falavam que o inverno estava muito suave. E eu pensava: “suave? mas como será o inverno típico espanhol?”.

Este janeiro nos trouxe a agradável surpresa de uma boa nevasca de mais de 12 horas. Sexta-feira, dia 9, foi o dia de ver os floquinhos de neve caindo calma e constantemente e provocando um verdadeiro caos nas estradas e rodovias de boa parte da Espanha. Quando as pessoas pegaram seus carros e foram ao trabalho, já estava nevando desde as 5h da manhã e a capa de neve no asfalto chegava a 7cm. Resultado: um engarrafamendo de mais de 390 Km.

Tentei ir à faculdade e acabei desistindo. Depois fiquei sabendo que a facul fechou às portas à 1h da tarde por questões de segurança. A neve não parava de cair, as pessoas não chegavam em seus trabalhos, os alunos não podiam ir às escolas. Imagine que tampouco a polícia, os bombeiros e as ambulâncias podiam chegar aos locais onde havia emergência, ou seja, caos total.

Embora esteja mais que comprovado que a Espanha não está preparada para uma boa nevasca como a do dia 9 de janeiro, fiquei muito feliz por ter podido sair pelas ruas e ver como as pessoas se divertiam fazendo bonecos de neve, tirando foto, as crianças com seus trenós e jogando bolas de neve umas nas outras. O que eu fiz foi entrar nessa também. Aproveitei o quanto pude. Tomara que neve um pouco mais este inverno.

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Reveillon em Sevilla

Janeiro 11, 2009 · 1 Comentário

Que maravilha de temperatura fazia em Sevilla em pleno inverno espanhol. 18 ºC no dia 30 de dezembro pela manhã e 20 ºC pela tarde. Que maravilha! Era tudo o que eu queria para começar bem a comemoração de “nochevieja”, ou seja, de virada de ano.

Sevilla é uma cidade linda. Quase 100% plana. Assim facilita muito caminhar e passar pelos principais pontos turísticos. Recomendo: Catedral e Alcázares. M-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o-s! Mas tem que subir na torre antiga da Catedral para ver a cidade bem do alto. Impressionante!

O sul da Espanha tem umas cores diferentes. É mais alegre, mais acolhedor que o centro da panínsula. Gostei muito da viagem. Pra começar, me aventurei pela primeira vez a fazer uma viagem de AVE (Alta Velocidad Española), que, se não me engano, chega a 300 Km/h. E a gente nem nota. Parece até que vai na velocidade dos trens normais. A diferença é que um trem normal gastaria muito mais tempo para chegar ao destino.

Meu primeiro passeio pelo centro de Sevilla foi uma descoberta. O centro histórico está cheio de laranjeiras e agora em dezembro, todas as laranjas estão maduras. Uma das coisas mais lindas que já vi na vida! A natureza nunca deixa de surpreender. O problema é que essas laranjas são amargas. Só servem para fazer geléia. Quer saber? Melhor assim. Se fossem doces, com certeza todo mundo ia passar o dia inteiro chupando laranja na rua!

Voltando ao detalhe de que a cidade é quase 100% plana, a prefeitura teve a excelente idéia de proporcionar aos turistas e aos moradores de Sevilla um serviço de aluguel de bicicletas. Muito criativo, prático, útil e barato. Você faz seu cartão de usuário do sistema e pode comprar os créditos conforme o período que queira alugar uma bike. Cansou de andar e quer deixar a bici em lugar seguro, tem estacionamento com código de segurança em tudo quanto é lugar. Idéia estupenda.

Dia 31 de dezembro, às 23h45: estava eu e mais umas 10 mil pessoas na Plaza Nueva vigiando o relógio da prefeitura para comer as doze uvas, seguindo a tradição espanhola. A cada badalada, uma uva. O problema é que, às 24h em ponto, o sino não bateu. Hahahahaha! Que comédia! Ficou todo mundo esperando, olhando pro relógio, com as uvas na mão e nada. Depois dizem que brasileiro é que é desorganizado. Sei lá o que aconteceu. Creio que iam deixar mais tempo entre uma badalada e outra pra gente não engasgar, só que acabou não dando certo. Espanha também tem dessas coisas!

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Estômago

Dezembro 26, 2008 · Deixe um comentário

Ontem fui ao cinema para ver um filme brasileiro recém chegado à Espanha: “Estômago”, de Marcos Jorge. Na verdade é uma co-produção brasileira e italiana, mas o diretor é brasileiro e os atores também (exceto um que é italiano). Assim, consideramos que o filme é brasileiro.

Surpreendentemente bom. Fiquei sabendo que entraria em cartaz nos cinemas de versão original pela Radio Nacional de España. Os comentários que fizeram acerca da trama foram os melhores possíveis e a curiosidade tomou conta! Tive que conferir pessoalmente e ver como é mesmo um filme premiado quatro vezes (eu disse QUATRO vezes) no Seminci de Valladolid. Os prêmios foram:
- Mejor Película: Espiga de Oro
- Mejor Director
- Mejor Actor
- Premio de la Juventud

E foi assim que anunciaram o filme por aqui: “Una historia nada infantil sobre poder, sexo y gastronomía”. De infantil não tem nada mesmo. A cronologia da trama é bastante interessante, porque à medida que o personagem principal, Raimundo Nonato, representado pelo ator João Miguel, vai contanto sua própria história, temos a oportunidade de viajar entre presente e passado. Uma boa maneira de captar a atenção do público. 1h52 que a gente nem vê passar.

A sinopse publicada pelo Club Renoir foi a seguinte:

“Raimundo Nonato llega a la gran ciudad con la esperanza de alcanzar una vida mejor que le permita, en el mismo día, comer y cenar. Empieza a trabajar en un bar y allí se da cuenta de su talento para la cocina pues, con sus ‘coxinhas’, el local se llena de clientes. Giovanni, dueño de un prestigioso restaurante italiano, le contrata como ayudante de cocina. Nonato descubre la cocina italiana, los sabores y, cómo no, el vino. Nonato ahora tiene una casa, ropa, nuevas relaciones y, sobre todo, el amor de una mujer, Iria, una prostituta de buen apetito, con la que establece un ancestral intercambio de sexo por comida.”

Otra parte que não está na sinopse é o intercâmbio entre comida e respeito na prisão. Mas não vou contar por que Raimundo Nonato é preso. Vale à pena ver o filme e descobrir os segredos dessa condimentada trama brasileira.

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Televisão digital e otras cositas más

Dezembro 22, 2008 · 1 Comentário

Descobri que não tenho a menor idéia de como funcionam essas televisões de tela plana. Queria fazer um bom investimento este natal e comprar de presente (para mim mesma!) uma boa TV. Isso porque não tenho televisão desde quando cheguei na Espanha. Primeiro problema: que TV escolher? Segundo problema: como escolher? Danou-se! Estive pertinho de comprar uma, mas muito perto mesmo. Só que, por não saber a melhor marca, os detalhes que tenho que verificar, melhor resolução, essas coisas, resolvi deixar pra lá e pedir uma ajuda aos meus fiéis leitores.

 

Queridos leitores deste humilde blog, alguém pode me ajudar a comprar uma televisão tela plana? Que horror! Nunca pensei que fosse tão difícil. Algumas já vêm com TDT incorporado, que creio que é boa coisa. Outras vêm preparadas para HD. Que p… é essa de vir preparada para HD? Creio que HD significa High Definition, mas se só vem preparada para isso, significa que ela mesma, sozinha, não tem alta definição? Putz! ¡Vaya rollo al que me he metido! Espero que alguém possa me dar uma luz!

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O inverno e meus pés. Meus pés e o inverno

Dezembro 22, 2008 · Deixe um comentário

Incrível. Não pensava que meus pés fossem tão sensíveis. Creio recordar que no Brasil não costumava ter problemas mais que os habituais calos da vida. Mas é que durante o inverno não tenho sossego. Lembra da historinha das unhas? Pois é. Dessa vez o tema é outro. Na verdade não sei exatamente o que é. Só sei que dói.

 

Um dia cheguei em casa depois de um longo dia de trabalho e estudo, com uma dor terrível entre os dedos anular e mindinho do pé direito. Tinha a impressão de que havia saído um calo, só que estavam os dois muito vermelhos. Parecia mais uma espinha que um calo. Mas uma espinha nos dedos dos pés já é demais!

 

Sei que, no dia seguinte, para conseguir calçar os sapatos, tive que envolver com algodão ambos dedos. Doia mesmo assim, mas pelo menos conseguia andar normalmente. Isso tem uma semana e continuo na mesma. Tenho usado uma pomada com antiinflamatório e agora já não estão vermelhos. A espinha se transformou em um cravo. É que é igualzinho a um cravo. Só que não me atrevo a espremer, porque dói horrores. Vamos ver como concluímos essa história.

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Presente dos céus

Dezembro 8, 2008 · 1 Comentário

Atendendo a pedidos, aqui estou, escrevendo um post novo. É que a correria está intensa ultimamente e sinto que será assim até o mês de fevereiro, quando termino o mestrado. Por isso peço desculpas aos leitores assíduos deste blog (que orgulho!). Prometo que qualquer brechinha que tiver, entro para postar alguma novidade.

Pois é, dia 29 de novembro foi meu “cumpleaños”. E não podia ser melhor que receber um presente caído do céu: neve. Eu disse: N-E-V-E!!!! Pela primeira vez na vida dessa goianinha que vos escreve vi esse encantador fenômeno natural que modifica totalmente a paisagem. Uma imensidão branca indescritível. E um frio da p…!

Em Madrid tentou nevar, mas não passou de uma chuva mesclada com uns floquinhos de neve bem discretos. Mas na serra, mmmm…, que maravilha! Navacerrada estava com os estacionamentos lotados de tantos turistas (e madrileños também) que foram esquiar, tirar fotos e aproveitar um típico dia de inverno em pleno outono.

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