Comentário sobre o curta

Tivemos uma aula totalmente excelente com a professora que nos sugeriu o curta de Sean Penn. Ela, como é doutora em semiótica, o interpretou de maneira completa, total, indescritível. Acho que vale à pena repassar algumas observaçoes que ela fez. Vamos ver quem é que o entendeu da mesma forma!

Bom, o filme é um compêndio de vários elementos simbólicos, de signos e significados que falam por si só. Até porque, num curta, é preciso encontrar os elementos-chave que vao “economizar” tempo para transmitir a mensagem. Nosso protagonista, por exemplo, aquele senhor que conversa sozinho, que fala com sua esposa sem se dar conta de que já está morta e que sai regularmente para fazer compras é a representaçao da sociedade estadunidense, que vive no seu mundinho e nao enxerga um palmo diante do nariz. Ou pelo menos nao enxergava até que as torres gêmeas foram atacadas de maneira tao brutal.

Aliás, no momento em que a primeira torre cai e que entra luz no quarto do senhor protagonista, a televisao esta ligada, mas ele nao se informa do acontecido. Também é uma representaçao de como estavam as pessoas no momento dos ataques: nao tinham nem idéia do que, de fato, estava acontecendo.

Resumindo: a torneira pingando significa que o personagem é humilde, porque nao tem grana para mandar consertá-la, mas também representa a passagem do tempo, a rotina, a constância e também uma certa agonia. A cruz, que está posta acima da cama, é uma referência à frase “In God we trust”, que é o dizer magno dos Estados Unidos e que aparece até nas notas de Dólar. Por fim, quando a primeira torre cai e entra luz no quarto, as flores renascem instantaneamente. Por um lado é bom entrar em contato com a realidade, mas por outro lado, ela também traz informaçoes que preferíamos nao saber. Logo, quando a segunda torre cai, a janela do lado chega a ser iluminada por um curto instante, mas logo sobre a sombra da fumaça que se produziu naquele momento e volta a encobrir a luz dos vizinhos. Ou seja, nem todo mundo conseguiu entender o que aconteceu em 11 de setembro de 2001, ou 11/9, ou melhor: 911.

Pode até ser que a sociedade estadunidense nao tenha entendido o que Sean Penn quiz dizer com este curta, mas as produtoras o entenderam perfeitamente. Tanto é que depois deste filme, ele nao pode produzir nenhum outro.

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