Bob: o gato mais famoso do mundo

un_gato_callejero_llamado_bobOutro dia coloquei no meu Facebook qual havia sido minha primeira leitura pós-tese de doutorado, mas acho que dar visibilidade a esse livro só no Face vai ser pouco. Até porque parece que o Facebook está com os dias contados (prometo que a gente fala sobre isso em outra ocasião). E qual era o título do livro? Correto: “Un gato callejero llamado Bob“, ou, em português, Um gato de rua chamado Bob. A pesar de que Amazon o classifica como um livro de auto ajuda, eu diria que é muito mais do que isso.

Bob apareceu na vida de James Bowen num momento muito escuro e incerto da vida desse músico inglés. Um jovem solitário, que tentava desesperadamente se livrar das droga. A heroína, sua fiel e quase letal companheira, marcou presença na vida dele – de doze em doze horas, confessou – durante vários anos. Tão escuro foi esse período que James acabou perdendo tudo: o contato com a família, os amigos e, como não, a dignidade.

Em 2007, voltando para casa depois de um dia inteiro de trabalho tocando violão pelas ruas de Londres, James foi surpreendido com a presença de um gato alaranjado (a ginger cat, na versão original) na entrada do edifício. O felino, com evidentes marcas da sofrida experiência nas ruas, esperava que alguém tivesse um pouquinho de compaixão para com ele e o ajudasse a curar as feridas e lhe desse um pouco de comida. James achava que aquele não era o momento de assumir uma responsabilidade como essa, mas o Bob já havia escolhido o seu novo lar.

Uma das histórias mais emocionantes que eu tive a oportunidade de ler e recomendar (porque a recomendo com toda a veemência possível). Cada página contém uma lição de vida e o retrato de uma luta constante para sobreviver a pesar de todos os problemas dos quais somos vítimas e autores ao mesmo tempo. Cada página convida a sorrir, a pensar, a chorar e até a gritar para ver se somos capazes de dar uma sacudida na humanidade, porque chegamos num ponto em que a humanidade é bem menos humana que qualquer outro ser vivo na face da terra.

Bob, um gato de rua, abandonado, esquecido e com o destino aparentemente traçado. James, um jovem que morou tantos anos na rua, abandonado, esquecido e com um destino aparentemente inevitável. Almas gêmeas, destinos cruzados e, finalmente, a salvação. Em um programa de televisão, James explicou que o Bob salvou a vida dele, dando-lhe amor incondicional. Era tudo o que James precisava para abandonar de vez as drogas e acreditar na vida e no futuro.

Se você já é de casa – leitor habitual do blog -, com certeza sabe que o respeito e a admiração pelos animais é parte da minha filosofia de vida e da minha personalidade. Sei que todos nós temos uma missão e o Bob também tem a dele. James não poderia ter feito um bem maior que publicar a sua história. E que essa história tão doída e maravilhosa sirva de apoio a todas as pessoas que, como o Miguel, um homem corajoso e excelente que deixou um comentário quando publiquei Ese chico triste y solitario, lutam com todas as suas forças para poder ver o mundo com todas as cores, vivas e brilhantes, outra vez.

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