O que vai ser dos violões sem o Paco de Lucía?

violaoÀs vezes a vida parece tão efêmera… 66 anos de história da melhor música flamenca e dos melhores sons da “guitarra española” já são História. Ontem, 26 de fevereiro de 2014, Paco de Lucía deixou o mundo tão vazio quanto um violão sem corda. Aos 66 anos, aquele coração que batia com um ritmo mais marcado que um metrônomo pediu trégua.

Tive o privilégio e o prazer de vê-lo tocar no Teatro Real de Madri. O público estava maravilhado, deslumbrado e completamente seduzido pelos dedilhados que só um Francisco Sánchez Gómez (ou Gomes, porque sua mãe era portuguesa) era capaz de reproduzir. Imersos naquela atmosfera musical incomparável e indescritível, por mais que abríssemos os olhos e os ouvidos, era impossível compreender aquelas notas e aquelas carícias ao violão. Logo percebemos que não era preciso compreender. Era preciso ouvir, sentir e respirar aquela beleza e aquela arte que é muito mais do que a razão humana pode entender.

Amanhã, dia 28 de fevereiro, o Teatro Real de Madri vai receber outra vez o grandioso Paco de Lucía. Desta vez a atmosfera vai ser outra. Mas a vida que já não habita o corpo desse músico tão excelente reside, agora e sempre, em suas composições. Porque Paco de Lucía não é um mero corpo, vivo ou morto. Paco de Lucía é e será sempre o grande mestre flamenco, navegando “Entre dos aguas” pela eternidade.

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