Como controlar as colônias de gatos nas cidades

Na semana passada, tive a oportunidade de ouvir uma entrevista com Salvador Cervantes, membro da Asociación de Veterinarios de Pequeños Animales (Espanha), sobre o controle das colônias de gatos na qual o entrevistado abordou essa questão com um imenso respeito pelos animais. Os gatos e os seres humanos convivem há séculos, mas nem sempre o homem está disposto a compartilhar o espaço urbano com esses adoráveis felinos.

gato e ratoO veterinário destacou a importância de cuidar dos gatos que vivem em colônias nas cidades do mundo inteiro, ressaltando que eles não são uma fonte de doenças para os seres humanos, nem para os outros animais. Pelo contrário! Uma das principais funções das colônias é justamente impedir a proliferação de animais que podem se tornar uma praga.

No caso da legislação espanhola, o cuidado das colônias de gatos é responsabilidade da administração pública, que quase sempre opta pelo sacrifício dos animais. Porém, esta não é nem de perto a melhor alternativa para controlar a proliferação dos gatinhos de rua. O veterinário explicou que quando se erradica uma colônia, devido à facilidade com que os gatos se reproduzem, em pouco mais de um ano uma nova colônia tão grande quanto a anterior aparece no mesmo lugar. As estratégias a curto prazo típicas dos governos que buscam a solução sem se preocupar com a origem do problema nunca funcionam. O controle das colônias deve ser feito contemplando a dinâmica dos próprios gatos e respeitando a sua natureza, o que exige uma visão a longo prazo.

Durante a entrevista, Cervantes apresentou o protocolo ideal de controle das colônias de gatos, que favorece a convivência amigável entre todas as partes envolvidas: administração pública, protetores e médicos veterinários. Segundo ele, todos devem atuar de forma diligente para que os felinos não sejam um problema para ninguém, nem para eles mesmos.

gatos de rua

A solução inclui o estabelecimento de regras básicas para o controle da população de gatos de rua, o que significa castrar os animais. A conscientização da sociedade sobre esse assunto permitiria uma ação coletiva para, além de realizar as esterilizações, desparasitar periodicamente todos os gatos e implantar um microchip em cada um deles. Este protocolo prevê a devolução do animal ao seu território para que ele possa controlá-lo ao longo da sua vida, impedindo que novos gatos formem parte da sua colônia.

O papel do microchip em toda essa história é fundamental. Chipar um gato que foi capturado, castrado e devolvido ao seu território permite realizar um acompanhamento do animal. Uma leitura rápida do chip revela toda a informação relevante sobre o gato. Em resumo, o controle efetivo das colônias deve oferecer um tratamento individualizado a todos os seus membros, conhecendo e respeitando os animais nesse ambiente urbano que é de todos. Deles também.

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