El peligro de los vídeos más populares

Es cada vez más común encontrar en los medios de comunicación alguna noticia acerca de los vídeos más vistos en plataformas sociales como YouTube. Los titulares suelen ser llamativos, como el que se podía leer hoy en la portada de ABC: El sensacional rescate de un perro a su amigo que cayó al río.

Como buena amante de los animales que soy, no me he podido resistir a entrar en la noticia. El texto empezaba haciendo hincapié en el número de visualizaciones de dicho contenido en YouTube (más 700.000 reproducciones). Según el periódico, el vídeo enseña la proeza de un perro que logra salvar a su amigo de un posible ahogamiento.

No pude evitar indignarme cuando me di cuenta de las risas de los humanos que presenciaban el acto heroico del can que rescata como puede a su amigo y evita que se lo lleve la corriente. “¿Cómo es posible que se rían mientras graban tal hazaña en vez de lanzarse ellos míos al río?”, pensé.

Al cabo de unos segundos, el espíritu periodístico que me acompaña desde la carrera me invitó a contrastar la información. Fue entonces cuando me di cuenta de que el famoso vídeo no es sino un fragmento -el más emocionante y angustioso, por supuesto- al que le faltan cinco segundos que aclaran perfectamente qué ocurrió en realidad. Echa un vistazo:

El dueño de los perros no les ha sometido a ninguna situación que supusiera un riesgo para la integridad de los mismos. Por tanto, no se trata de un rescate como tal, sino de un placentero momento lúdico que comparten humanos y canes. Los medios, una vez más, vuelven a caer en la tentación de fijarse en el titular de un contenido compartido en plataformas sociales sin hacer el sencillo y necesario ejercicio que he hecho yo (y lo puede hacer cualquiera): el de contrastar la información.

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Palma de Mallorca entra no seleto grupo das cidades antitouradas

ciudad antitaurinaA capital das Ilhas Baleares (Espanha) foi declarada cidade antitouradas, uma decisão que significa, entre outras coisas, impedir a realização das touradas e retirá-las da declaração de Bem de Interesse Turístico. A campanha Mallorca Sin Sangre (Mallorca Sem Sangue), organizada pela AnimaNaturalis e pela CAS International, reuniu mais de 130.000 firmas contra a ‘festa nacional’ espanhola. Finalmente, o Conselho Municipal de Palma de Mallorca votou a favor da abolição das touradas e de todas as atividades relacionadas com os touros.

Parabéns, Palma de Mallorca, por tomar uma decisão tão importante! Só os valentes lutam pelo respeito aos animais em um país onde a tradição ofusca a visão e a inteligência dos cidadãos. Tradições como essa nada mais são do que barreiras mentais impostas sistematicamente, de geração em geração, com o intuito de cegar-nos diante daquilo que nos ensinaram que era correto. Então, para que serve a nossa capacidade de pensar e raciocinar? É tão difícil perceber que, durante a tourada, os animais são torturados e cruelmente assassinados para que o público se divirta?

Todo o nosso apoio aos movimentos antitouradas, para que continuem fazendo história na Espanha e no mundo.

Triste fim de Cecil the lion

Ontem, lendo um artigo sobre o direito ao esquecimento na internet e considerando a natureza contraditória do assunto em questão, cheguei à conclusão de que definitivamente não gostaria que a humanidade se esquecesse do Walter James Palmer. Não gostaria que as pessoas se esquecessem de que esse odontólogo estadunidense foi o responsável pela morte do leão Cecil, símbolo do Zimbábue, no dia 6 de julho em pleno Parque Nacional de Hwange. Não quero pensar que no futuro os usuários da internet não encontrão no Google nenhuma informação sobre a interminável lista de mortes provocadas por esse cidadão de Minnesota, que acabou com a vida de dezenas de animais de grande porte ameaçados de extinção. Não quero que as pessoas já não tenham acesso aos comentários contra a atitude desprezível do Walter J. Palmer –que não deu nem sinal de arrependimento– ou aos protestos pacíficos e simbólicos daqueles que quiseram dar voz aos animais indefesos. Mas o que eu realmente não quero é que o mundo continue tratando a caça “esportiva” como algo normal, como se se tratasse de um gesto de proteção do meio ambiente. Nada mais falso. Nada mais hipócrita.

cecil the lion

cecil the lion

cecil the lion

Uma encíclica ecológica

contaminaçao ambiental por industriasO papa Francisco divulgou hoje a encíclica Laudato si (Louvado sejas) com uma mensagem franca e aberta contra o comportamento “suicida” dos seres humanos. O líder da igreja católica, criticando duramente àqueles que detêm o poder econômico mundial, sublinhou a necessidade urgente de uma enorme “conversão ecológica”.

Como uma tentativa desesperada de parar os crimes contra a natureza, a encíclica reflete o lado mais perverso da associação entre o meio ambiente e a economia. O documento destaca, entre outras questões, a consequência da especulação, que transformou o planeta em um objeto para leiloar.

O papa tachou de insustentável o modo de vida atual, o que exige uma “mudança radical no comportamento da humanidade”. Suas palavras foram captadas por uma série de meios de comunicação internacionais, alguns dos quais já tinham adiantado, na segunda-feira, o conteúdo da encíclica devido a uma fuga de informação.

Mas não só a fuga de informação feita por um semanário italiano chamou a atenção do mundo inteiro a respeito do conteúdo do documento. A intenção das grandes empresas – indústrias petrolíferas norte-americanas sobretudo – de minimizar a importância das pesquisas plasmadas na encíclica acabaram por publicitar ainda mais o evento.

Independentemente de credos e religiões, a mudança climática é um fato comprovado e a atividade humana sobre a natureza nos últimos dois séculos tem contribuído para que a vida na Terra tenha uma data de validade próxima do vencimento. A maior parte da centena de milhões de toneladas de resíduos produzidos pelos seres humanos todo ano nem é biodegradável, nem é reciclada da forma correta.

Como já publicamos aqui no blog, os oceanos se transformaram em imensos depósitos de lixo, principalmente de plástico. Produtos tóxicos e perigosos são despejados nos rios e mares sem nenhum tratamento prévio enquanto as patentes das energias limpas e renováveis são compradas e silenciadas pelas grandes multinacionais que vivem apenas o “aqui e agora”. Mas o que é o amanhã para aqueles que se comportam como suicidas?

Perigos do celular e da comunicação contínua

Em fevereiro deste ano publicamos uma reflexão sobre os efeitos do celular na dinâmica dessa nova Aldeia Global, onde a comunicação parece ter abandonado qualquer limite possível e imaginável. Um efeito que nos convida a pensar se realmente a comunicação do século XXI é assim tão efetiva quanto a tecnologia quer que seja. “O dia em que o celular acabou com a espécie humana” está disponível aqui no blog e creio que tem tudo a ver com este vídeo feito com emoticons para advertir sobre o uso do celular nos momentos que deveríamos estar 100% de corpo presente:

Polêmico «tweet» sobre todos os tipos de violência

Quarta-feira, dia 1º de abril de 2015: a Guardia Civil espanhola publica um tweet, às 17:30 (horário peninsular espanhol) que acabou provocando uma grande polêmica sobre o tratamento da violência no lar. O tweet foi retirado da sua conta oficial devido aos protestos liderados pela secretária de igualdade do Partido Socialista Obrero Español (PSOE), Carmen Montón.

violencia no lar

A Guardia Civil, depois de eliminar o tweet que mostrava uma montagem de uma campanha contra a violência entre homens e mulheres, publicou uma mensagem pedindo desculpas pelo argumento utilizado contra o que a corporação prefere denominar violência doméstica. A polícia explicou que a sua intenção era simplesmente incentivar às pessoas maltratadas a denunciar e a sair dessa situação.

Os meios de comunicação espanhóis possuem uma larga tradição no tratamento da informação sobre a violência machista, dando prioridade à publicação dos casos confirmados de violência contra a mulher. Sem dúvida, este é um trabalho necessário para tratar de alcançar a igualdade de gênero. Porém, alguns grupos políticos e sociais acabam criando uma espécie de seita na qual o homem, em nenhuma situação, pode “ser mais” que a mulher. Neste caso, consideram que uma mulher jamais poderia maltratar uma pessoa do sexo oposto. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Igualdade é igualdade, entre homens e mulheres e entre mulheres e homens.

O dia em que o celular acabou com a espécie humana

Observando o desenvolvimento da sociedade atual, é inevitável pensar que hoje em dia temos mais opções de comunicação do que qualquer ser vivo na história da humanidade seria capaz de imaginar. Porém, a proximidade constante e a onipresença proporcionada pela tecnologia não é mais que uma doce –ou talvez amarga– ilusão.

O celular, esse “amigo” que sempre nos acompanha e nos anima com essa sensação de que nunca estamos sozinhos, às vezes se transforma no nosso único amigo. Um like no Facebook, uma mensagem no Whatsapp, um coração no Instagram, um direct message no Twitter… Todas essas novidades imprescindíveis materializadas numa vibração ou num led que acende de forma instantânea na tela do celular fazem com que a ilusão da eterna companhia se ative. E aí é quando a gente se sente importante para as outras pessoas. Mas realmente somos importantes para alguém que dedicou menos de um segundo em deixar um like na nossa última publicação?

Um dia desses, almoçando em um restaurante, percebi que as pessoas ao meu redor quase não se comunicavam entre elas. Estavam muito ocupadas com os seus próprios celulares, com os seus próprios likes e com suas próprias estrelinhas. Casais de jovens em silêncio, envolvidos pela energia dos aplicativos dos seus celulares, não se olhavam, não se falavam, não se beijavam, não se comunicavam.

Espera. Eu disse: “não se comunicavam”. Mas sim, se comunicavam. Na verdade, estavam tão ocupados mandando Whatsapps e respondendo os comentários do Facebook que não eram capazes de prestar atenção nas pessoas que estavam ali sentadas, nas crianças que tentavam chamar a atenção dos pais, nos pássaros que esperavam ansiosos uma migalha de pão, na brisa que virou vento, no dia que virou noite…

Existe alguma coisa mais importante no mundo atual que um selfie com mais de 100 likes? Viver a vida online e ter uma reputação invejável nas redes sociais é o principal objetivo de muitos jovens. Sem dúvida, isso é muito mais importante que ver como o mundo funciona e como os outros seres vivos funcionam. Este vídeo ilustra perfeitamente o que quero dizer, porque aí é quando a gente começa a perceber que foi o celular que acabou com a espécie humana: