Facebook: ¿un medio de comunicación alternativo?

alternativeLa Revista Latinoamericana de Comunicación Chasqui ha publicado, en el número 131 (2016), un estudio realizado por mí y por mi compañera Juliana Colussi, profesora principal del Programa de Periodismo y Opinión Pública de la Universidad del Rosario (Colombia). Se trata de un análisis acerca del uso de Facebook en el contexto de los nuevos movimientos sociales, haciendo especial hincapié en la divulgación y la cobertura de una manifestación que tuvo lugar en la ciudad de São Paulo (Brasil). Este es el resumen del artículo:

La evolución de la web favorece la participación ciudadana en los nuevos movimientos sociales, ampliando el uso de las herramientas digitales interactivas para fomentar debates y realizar convocatorias. El presente artículo se dedica a analizar las características de la divulgación, mediante un evento en Facebook, de la “5ª Marcha das Vadias de São Paulo”. Se ha diseñado una metodología que combina el análisis de contenido web y la entrevista semiestructurada. Los resultados apuntan a que los posts se concentran alrededor de la fecha del evento, caracterizados por la cobertura del acontecimiento hecha sobre todo por mujeres. La entrevista al colectivo convocante sustenta que el uso de las plataformas digitales en este contexto es positivo para la construcción de nuevas militancias.

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Ayuntamientos de São Paulo y Madrid en Twitter

uso de internetEl 27 y 28 de noviembre de 2015 se celebró el I Simposio Internacional sobre Gestión de la Comunicación, de los Medios a los Metamedios. El congreso tuvo lugar en la Facultad de Ciencias Sociales y de la Comunicación de la Universidad de Vigo (Campus de Pontevedra). En esa ocasión, presenté un análisis comparativo sobre el uso de Twitter por los ayuntamientos de São Paulo (Brasil) y Madrid (España).

Para los interesados en el desarrollo del e-government y de la ciberdemocracia parlamentaria en tiempos de redes sociales, os dejo el resumen de la comunicación, que ha sido publicada esta semana en la web del congreso:

El desarrollo de las herramientas digitales interactivas ha impulsado una serie de cambios en el modelo tradicional de la comunicación, sustituyendo el discurso vertical y unidireccional por la construcción compartida de contenidos en Internet. En la actualidad, las redes y los medios sociales derivados de la web 2.0 promueven un acercamiento entre todas las partes involucradas en el proceso comunicativo. Las administraciones públicas se ven igualmente afectadas por los nuevos canales interactivos, teniendo que adaptarse a las demandas de los ciudadanos-usuarios. La presente investigación tiene por objetivo principal comparar, mediante un análisis aproximativo, el uso de Twitter por parte de los Ayuntamientos de dos ciudades emblemáticas: la brasileña São Paulo y la española Madrid. Se ha realizado un análisis de contenido web de una muestra de tweets publicados en las páginas oficiales de ambos ayuntamientos en esta red. El estudio revela una infrautilización de los recursos comunicativos e interactivos de la plataforma de microblogging en cuestión, convirtiendo los perfiles en meros escaparates destinados, sobre todo, a generar tráfico hacia los sitios web de los respectivos ayuntamientos.

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Estrangeiro em qualquer lugar

VacaBravaGoianiaEm agosto, aproveitando as férias europeias de verão, empreendi viagem às profundezas do Centro-Oeste brasileiro para rever a família e os amigos. Não posso negar que o voo seja cansativo (e bastante caro, diga-se de passagem), mas quando o avião aterrissa nas terras de Pedro Álvares Cabral, todo o esforço começa a valer a pena.

Encontrei uma Goiânia um tanto quanto caótica, com um tráfego típico das notícias de São Paulo, uma prefeitura quebrada e um serial killer em plena atuação. Ao mesmo tempo, encontrei o afago acolhedor da família e aquela sensação de segurança que só a barra da saia materna é capaz de transmitir. Tanto tempo sem experimentar essa sensação faz a gente valorizar ainda mais o carinho dos parentes mais próximos.

Minhas impressões sobre Goiânia são cada vez mais parecidas às de um estrangeiro. Essa que foi minha cidade durante mais de 20 anos continua sendo parte do que eu sou. Claro que sim. Porém, há uma grande parte de mim que não é de lugar nenhum, nem do Brasil, nem da Espanha.

Creio que esse sentimento de ser estrangeiro em qualquer lugar é bastante comum quando a gente mora fora durante um tempo. Imagino que seria difícil me adaptar outra vez à lógica sem lógica de Goiás, tanto quanto seria difícil não poder voltar; não poder resgatar as minhas raízes naqueles momentos em que me pergunto quem sou eu e de onde vim.

MapaCentroOesteNessa viagem, visitei também a minha cidade natal. Jataí já não é o que era. 120 mil habitantes e 70 mil veículos em circulação? Onde já se viu? Quase não pude reconhecê-la e imagino que para ela, da mesma forma, foi difícil me identificar como uma legitima cidadã jataiense. Será porque eu também já não sou o que era.

Uma mistura de alegria intensa por estar outra vez com a minha gente, saudade daquela vidinha tranquila de antes e um olhar perdido no horizonte, sem saber exatamente o quê, como, quando, onde e por quê. Assim foram as duas semanas em Goiás nesse mês de agosto. Balanço? Positivo. Sempre. Claro.

Esse mundo que desaparece: paradoxos da globalização

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Existe um Brasil que se afasta dos estereótipos do marketing turístico. Nas regiões do interior do Brasil (Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Tocantins, etc.), a globalização da economia, o mal planejamento e as políticas de curto prazo de um desenvolvimento mal entendido, infelizmente, acabaram com quase toda a fauna e vegetação nativas que construíam o maravilhoso e singular ecossistema da savana brasileira chamado “Cerrado. Ele foi substituído por “mares” de monocultura de soja e milho transgênicos que, além do desastre ambiental que provocam, representam a destruição definitiva da agricultura tradicional e de grande parte do acervo cultural.

Por sua vez, dentro desse Brasil geográfico de planícies infinitas, terra vermelha e clima extremo, existe um Brasil cultural e humano de gentes com espírito pioneiro e melodias de violas caipiras, violões e acordeões que, tendo sido talvez a essência da nação, agora só vive nas memórias das pessoas ao redor dos oitenta anos de idade. São homens e mulheres que, longe da Fazenda, da chácara ou da roça, possuem certos costumes notáveis:

  • conservam os horários tradicionais das refeições;
  • enfeitam suas casas com quadros de bois, cavalos, carretas e casas de campo rodeadas de árvores;
  • recebem os seus convidados com café, pão de queijo, doce de pão, biscoito de polvilho, broa, bolo de mandioca e de milho, requeijão, queijo Minas e outras iguarias;
  • matam a saudade da vida no campo cultivando algumas plantas nos quintais e jardins.

São pessoas que ainda se emocionam ouvindo músicas que falam de campinas verdes, lagos azuis e da fronteira de um Paraguai idealizado.

É uma pena que neste mundo globalizado em que vivemos, onde a mídia impõe a uniformidade dos modelos culturais e as novas gerações não estão interessadas no legado dos seus antepassados, acontecem essas falhas irreparáveis na tradição. Esperemos que existam jovens que cheguem a sentir como parte da sua identidade os valores e o folclore próprios dos seus avós e dos lugares onde eles moraram para que este patrimônio possa ser conservado e transmitido. Caso contrário, em uma ou duas gerações, essas ricas referências culturais e humanas vão se perder para sempre.

por_do_solContinuo minha viagem pela região contemplando um belo pôr do sol enquanto observo enormes colheitadeiras recolhendo searas imensas de milho e tratores de pelo menos trezentos cavalos de potência lavrando outros já recolhidos (colheitadeiras, tratores, sementes –e creio que os agroquímicos também– fabricados por empresas dos Estados Unidos. Provavelmente os preços desta safra foram decididos há dois ou três anos por umas poucas e grandes corporações cujas sedes costumam estar localizadas muito longe do Brasil e que especulam nos mercados de futuros e matérias-primas). O rádio do carro transmite música country enquanto lamento não ter podido saborear a pamonha, pois as pamonharias das cidades onde parei para abastecer sofrem de “desabastecimento de milho”. Paradoxos da globalização.

Acho que, definitivamente, começo a sentir falta dos dias em que o peso do boi era calculado “a olho e em arrobas”, as distâncias eram medidas em “dias a cavalo”, as colheitas em “sacas”, as fazendas em alqueires e a pinga ou cachaça era saboreada pura… (by J.L.G.)

Ese mundo que se va: paradojas de la globalización

plantacion_soja Existe un Brasil que se aleja de los estereotipos y del marketing turístico. En las regiones interiores de Brasil (Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Tocantins, etc.), la globalización de la economía, la mala planificación y las cortoplacistas políticas de un desarrollismo mal entendido desgraciadamente han acabado casi por completo con la vegetación y la fauna autóctonas que conformaban el maravilloso y singular ecosistema de sabana denominado “Cerrado. Este ha sido sustituido por “mares” de monocultivos de soja y maíz transgénicos que, además del desastre medioambiental que conllevan, suponen la liquidación definitiva de la agricultura tradicional y de buena parte del acervo cultural.

A su vez, dentro de este Brasil geográfico de infinitas llanuras, tierra roja y clima extremo, existe un Brasil cultural y humano de gentes con espíritu pionero y melodías de violas caipiras, guitarras y acordeones que, habiendo sido quizá la esencia de la nación, ya solo queda en la memoria de personas que rondan los ochenta años. Son hombres y mujeres que, lejos ya de la Hacienda, la chácara (granja) o la roza, siguen ciertas costumbres reseñables:

  • mantienen los horarios tradicionales de las comidas;
  • adornan sus viviendas con cuadros de bueyes, caballos, carretas y casas de campo rodeadas de árboles;
  • agasajan a sus invitados con café de puchero, pan de queso, dulce de pan, broa, bizcochos de mandioca, tarta de maíz, requesón, queso de Minas y otras delicias;
  • matan la nostalgia de su vida en el campo cultivando algunas plantas en terrazas o jardines.

Se trata de personas que aún se emocionan escuchando canciones que hablan de verdes campiñas, de lagos azules y de la frontera de un idealizado Paraguay.

ipe_amareloEs una lástima que en este mundo globalizado en el que nos ha tocado vivir, en el que los medios de comunicación imponen la uniformidad en los modelos culturales y las nuevas generaciones no se interesan por el legado de sus predecesores, se produzcan estas irreparables fallas en la tradición. Ojalá haya jóvenes que lleguen a sentir como parte de su identidad los valores y el folclore propios de sus abuelos y de los territorios que estos habitaron para que este patrimonio se pueda conservar y transmitir. De lo contrario, en una o dos generaciones, se perderán para siempre unas ricas referencias culturales y humanas.

Continúo mi viaje por la región contemplando una hermosa puesta de sol mientras observo enormes cosechadoras recolectando interminables campos de maíz y tractores de no menos de trescientos caballos de vapor labrando otros que ya están recolectados (las cosechadoras, los tractores, las simientes –y supongo que también los agroquímicos– son fabricados por empresas de los Estados Unidos de América. Probablemente los precios de esta cosecha fueron decididos hace dos o tres años por unas pocas grandes corporaciones cuyas sedes suelen estar ubicadas muy lejos de Brasil y que especulan en los mercados de futuros y de materias primas). La radio del coche emite música country mientras me lamento de no haber podido degustar la pamonha debido a que las pamonharias de la localidad en la que paré a repostar sufren “desabastecimiento de maíz”. Paradojas de la globalización.

Creo que definitivamente empiezo a añorar los tiempos en los que el peso de un buey se calculaba “a ojo y en arrobas”, las distancias se medían en “días a caballo”, las cosechas en “sacas”, las fincas en alqueires y la pinga o cachaça se tomaba sin mezclar… (by J.L.G.)

Requisitos para ser técnico da seleção brasileira

Aqui na Espanha está dando o que falar a última declaração do empresário do jogador Neymar, Wagner Ribeiro. O agente CBF FIFA publicou o seguinte tweet com os seis requisitos para ser técnico da seleção brasileira:

  1. Ir treinar a seleção de Portugal e não ganhar nada.
  2. Ir para o Chelsea e ser mandado embora.
  3. Ir treinar o Uzbequistão.
  4. Voltar ao Brasil e pegar um time grande e rebaixá-lo para a segunda divisão.
  5. Pedir demissão 56 dias antes do final do campeonato para “escapar” do rebeixamento.
  6. Ser velho babaca, arrogante, asqueroso, prepotente e ridículo.

O Luiz Felipe Scolari não deve ter ficado muito contente com esse tweet… Do mesmo jeito que os brasileiros não ficaram contentes com a himilhação e a massacre na semifinal da Copa 2014 contra a Alemanha. Agora é tarde para “escapar”, Felipão.

Queremos mesmo a copa do mundo no Brasil?

futebolEstava vendo o programa “Salvados“, da emissora espanhola de televisão “Sexta”, e hoje o apresentador Jordi Évole entrevistou o jornalista do Estadão Jamil Chade sobre as artimanhas da FIFA e dos países que querem sediar a copa do mundo de futebol. Muitas coisas a gente até já sabia, outras a gente podia imaginar e algumas são tão absurdamente corruptas que fica até difícil de descrever.

A FIFA tem as suas próprias regras do jogo e não todas tem a ver com a qualidade do esporte e a honestidade. O mais provável é que honestidade seja uma palavra tão pouco usada e praticada pelos “donos” da elite do futebol que acabou sendo esquecida definitivamente pelos que não se cansam de contar os milhões de dólares acumulados por essa instituição. Se os banqueiros suíços falassem…

Chade soltou o verbo e plasmou nas suas palavras a indignação do povo brasileiro. Um povo que, segundo o jornalista, vai herdar da copa a consciência do que o governo anda fazendo com o dinheiro público. “Oito de cada nove dólares investidos nas obras para o mundial de futebol foram ou emprestados, ou doados, ou cedidos pelo governo”, afirmou. Isso porque o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, lhe disse que o bom de sediar a copa é que não seria preciso gastar nenhum centavo dos cofres públicos com as obras.

Convém saber que a FIFA não vai pagar nenhum imposto. Nada de nada. Nem no Brasil, nem na Suíça. Essa é uma das regras desse jogo perverso, que aproveita a emoção dos torcedores para fazer que toda essa ilusão pareça real. Mas a única verdade em tudo isso é que a saúde e a educação continuam sendo peças pouco fundamentais nesse quebra-cabeça chamado Brasil.