Riquezas e feijoadas escondidas nas profundezas da terra

feijoadaSempre pensei que as empresas e famílias mais potentes economicamente encontrariam uma forma de esconder parte da sua riqueza para os prováveis momentos de escassez. Imaginava grandes obras extraordinárias, resistentes e impossíveis de rastrear.

A lógica do celeiro enterrado a 120 metros de profundidade numa ilha de Svalbard (Noruega) é a mesma do cachorro que enterra um osso para quando faltar comida no prato. Lá estão armazenadas, desde 2008, inumeráveis sementes para que os sobreviventes de uma terrível catástrofe mundial possam cultivá-las e garantir uma alimentação razoável até que as coisas comecem a melhorar. A lista de possíveis catástrofes inclui uma epidemia agrícola devastadora, uma terrível mudança climática e uma guerra nuclear.

Muitos países contribuiram para conseguir mais ou menos 820.000 variedades de sementes. Para comemorar o sexto aniversário do celeiro, o Brasil enviou a Svalbard uma grande quantidade de feijão preto. Dessa forma, já está garantida a sobrevivência dos brasileiros no caso de que a humanidade consiga destruir de uma vez o planeta Terra. Afinal, o que seria do povo brasileiro sem uma deliciosa feijoada?

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Neymar e o pesadelo de jogar na Europa

Tudo começou com um sonho de criança. Em fevereiro do ano passado, o ex-jogador do Santos dizia que não via problema nenhum em jogar na Europa: “é um sonho, eu já disse, de criança de jogar em algum time europeu e é só esperar o momento certo”. Ainda não se sabe se o doce momento em que o Neymar foi recebido de braços abertos pelo Barcelona e pela torcida culé era esse tal momento certo. O único que a gente percebe como espectador é que parece que o sonho se transformou num verdadeiro pesadelo.

Cuando a gente está fora do Brasil, qualquer notícia sobre a terrinha chama a atenção. É inevitável. Ultimamente, o pão de cada dia da seção de esporte é o grande mistério que ronda a compra do Neymar pelo Fútbol Club Barcelona e a renúncia do agora já ex-presidente do clube, Sandro Rosell. Foram 57,1 milhões de euros ou esta é só a parte legal da história? Por enquanto, o Barça só sabe que vai ter que pagar 132,2 milhões pelo contrato de cinco anos do jogador, incluindo a compra do moço e o seu salário.

Um belo dia, vendo o jornal aqui em casa, colocaram umas imagens de um noticiário brasileiro para dizer que o Neymar já era mais conhecido fora que no seu próprio país. A apresentadora perguntava: “quem é Neymar?”. Pelo jeito fizeram um breve documentário sobre o ainda jogador do Santos para dar mais visibilidade à aposta dos times europeus pelo garoto prodígio. Pouco tempo depois, aqui estava o “muchacho”, jogando no Barça depois de negar a oferta do Real Madrid.

De um quase completo desconhecido, Neymar passou a ser um dos personagens mais comentados nas redes sociais e nas televisões do mundo inteiro por um pequeno grande problema que a gente não consegue superar de jeito nenhum: a corrupção. Ah, e a família também está no meio desse angu de caroço, porque papai Neymar é o representante do Juninho e, pelo jeito, recebeu parte do dinheiro negociado. Como diz a Folha: “Isto é Neymar”.