Portugal concederá cidadania a descendentes de judeus sefarditas

O governo português aprovou esta semana as mudanças na lei de 2013 que permitirá que os descendentes dos judeus sefarditas obtenham a cidadania portuguesa. A aplicação desta lei poderá ser efetiva a partir de março de 2015. Com esta nova legislação, Portugal concederá a nacionalidade a todos aqueles que demonstrem com provas objetivas (nomes, linguagem, ascendência, etc.) a sua descendência dos judeus sefarditas expulsos do território português cinco séculos atrás.

No processo de concessão da cidadania, não será relevante a religião do peticionário. Como em qualquer outro trâmite de obtenção de nacionalidade, a normativa portuguesa exigirá que o candidato apresente uma certidão de antecedentes criminais.

Em relação à determinação inequívoca da ascendência sefardita, existem alguns fatores a considerar que farão com que este processo seja bastante complicado:

  • Os judeus viveram quinze séculos na Península Ibérica antes de serem expulsos, o que significa que culturalmente quase não se diferenciavam dos seus vizinhos cristãos.
  • Já passaram quinhentos anos desde que foram expulsos.
  • No momento da expulsão, havia em Portugal um número significativo de judeus procedentes da Espanha, país de onde também haviam sido expulsos, e que tinham sobrenomes espanhóis.
  • Grande parte dos judeus se batizaram para não serem expulsos e acabaram ficando em Portugal.
  • Durante os séculos seguintes, muitos desses judeus convertidos emigraram paulatinamente às colônias portuguesas (principalmente ao Brasil).
  • Tanto os judeus portugueses quanto os espanhóis usavam, já no século XV, os mesmos sobrenomes que os cristãos (velhos e novos). Os poucos que não o fizeram e optaram por ser batizados, abandonaram definitivamente os sobrenomes hebraicos.
  • Os nomes de origem bíblica foram frequentemente utilizados pelos cristãos tanto na Europa, quanto na América Latina durante os séculos XIX e XX.
  • Um grande número de judeus expulsos de Portugal se mudou para o Brasil, onde já havia imigrantes judeus que chegaram antes mesmo da expulsão.

Portanto, em toda a América Latina, especialmente no Brasil, qualquer pessoa com sobrenomes portugueses ou espanhóis –ou com estes sobrenomes na própria linhagem familiar– poderia ser descendente dos judeus sefarditas. Da mesma forma, qualquer pessoa que tenha algum antepassado com nome de origem bíblica também poderia ser dessa descendência.

Em suma, se você está interessado em obter a nacionalidade portuguesa (e, com ela, ser cidadão da União Europeia), não fique com a dúvida e dê entrada no processo quando o prazo estiver aberto. Devido à dificuldade que a administração portuguesa encontrará quando tiver que determinar de forma inequívoca a origem sefardita de qualquer pessoa com ascendência portuguesa ou espanhola (o que é quase impossível dadas as circunstâncias e o tempo decorrido), poderia acontecer que, no fim das contas, a cidadania seja concedida massivamente.

Portugal otorgará la ciudadanía a los descendientes de los judíos sefardíes

El gobierno portugués ha aprobado esta semana los cambios en la ley de 2013 que permitirá a los descendientes de los judíos sefardíes obtener la ciudadanía portuguesa.

Se estima que esta ley se podrá empezar a aplicar a partir de marzo de 2015. En virtud de esta nueva legislación, Portugal concederá la nacionalidad a quienes puedan demostrar mediante pruebas objetivas (nombres, lenguaje, ascendencia, etc.) su descendencia de los judíos sefardíes expulsados de territorio portugués hace cinco siglos.

En el proceso no será relevante la religión que profese el solicitante y, como en cualquier otro supuesto de otorgamiento de nacionalidad, la normativa portuguesa exigirá que el solicitante no tenga antecedentes penales.

Respecto a la determinación inequívoca de la ascendencia sefardí, hay algunos factores a tener en cuenta que dificultarán mucho el proceso:

  • Los judíos llevaban viviendo en la península ibérica quince siglos (culturalmente no tenían apenas diferencias con sus vecinos cristianos).
  • Han pasado quinientos años desde la expulsión.
  • En el momento de la expulsión había en Portugal un gran número de judíos procedentes de España (de donde también habían sido expulsados) y que tenían apellidos españoles.
  • La mayoría de los judíos se bautizaron para no ser expulsados y se quedaron en Portugal.
  • Durante los siguientes siglos, muchos de estos judíos conversos emigraron paulatinamente a las colonias portuguesas (sobre todo a Brasil).
  • Tanto los judíos portugueses como los españoles utilizaban ya en el siglo XV los mismos apellidos que los cristianos (viejos o nuevos). Los pocos que aún no lo hacían y optaron por el bautismo, abandonaron definitivamente los apellidos hebraicos.
  • Los nombres de origen bíblico se han utilizado frecuentemente por cristianos tanto en Europa como en Iberoamérica durante los siglos XIX y XX.
  • Un gran número de los judíos expulsados de Portugal fueron a Brasil, adonde ya habían emigrado judíos portugueses antes de la expulsión.

Por lo tanto, en toda Iberoamérica, pero sobre todo en Brasil, cualquier persona que porte o tenga en su linaje apellidos portugueses o españoles podría ser descendiente de judíos sefardíes. Lo mismo ocurriría con aquellas personas que tengan antepasados con nombres de origen bíblico.

En definitiva, si tienes interés en obtener la nacionalidad portuguesa (y por extensión la ciudadanía de la Unión Europea), no te quedes con la duda y solicítala cuando esté abierto el plazo. Ante la dificultad que va a tener la administración portuguesa para determinar inequívocamente el origen sefardí de cualquier persona de origen portugués o español que lo solicite (casi imposible dadas las circunstancias y el tiempo transcurrido), podría ocurrir que finalmente se otorgue de forma masiva la ciudadanía.

Universidades portuguesas (privadas)

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Ya hemos publicado aquí en el blog un listado de todas las universidades públicas de Portugal. Si quieres conocer las universidades privadas portuguesas para tener más opciones antes de tomar una decisión, echa un vistazo al siguiente listado:

Universidade Católica Portuguesa (UCP)

Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT)

Universidade Autónoma de Lisboa Luís de Camões  (UAL)

Universidade Europeia

Universidade Atlântica

Universidade Lusíada

Instituto Superior de Gestão (ISG)

Instituto de Arte, Design e Empresa — Universitário (IADE)

Escola Superior de Actividades Imobiliárias (ESAI)

Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa (ESTAL)

ISPA – Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida

Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM-The Marketing School)

Instituto Superior de Ciências da Informação e da Administração (ISCIA)

Instituto Superior Autónomo de Estudos Politécnicos (IPA)

Instituto Superior de Tecnologias Avançadas de Lisboa (ISTEC)

Instituto Superior de Gestão Bancária (ISGB)

Instituto Superior Politécnico do Oeste (ISPO)

Universidade Lusófona do Porto (ULP)

Universidade Fernando Pessoa (UFP)

Universidade Portucalense Infante D. Henrique (UPT)

Instituto Superior da Maia (ISMAI)

CESPU- Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário

Instituto Superior de Línguas e Administração de Vila Nova de Gaia (ISLA)

Instituto Superior de Educação e Trabalho (ISET)

Instituto Superior de Serviço Social do Porto (ISSSP)

Escola Superior Artística do Porto  (ESAP)

Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa

Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa de Oliveira de Azeméis

Escola Superior de Enfermagem de Santa Maria

Escola Superior de Artes e Design (ESAD)

Academia Nacional Superior de Orquestra

Instituto Piaget

Escola Superior de Educação de Torres Novas (ESETN)

Escola Superior de Enfermagem de S. José de Cluny

Instituto Superior de Entre Douro e Vouga (ISVOUGA)

Instituto Superior de Comunicação Empresarial (ISCEM)

Instituto Superior de Ciências Empresariais e do Turismo (ISCET)

Instituto Superior de Administração e Línguas (ISAL)

Escola Superior Gallaecia (ESG)

Instituto Superior de Saúde do Alto Ave (ISAVE)

Instituto Superior de Ciências da Administração (ISCAD)

Instituto Superior de Administração e Gestão (ISAG)

Instituto Superior de Novas Profissões (INP)

Instituto de Estudios Superiores de Fafe (IESF)

Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti

Escola Superior de Enfermagem S. Francisco das Misericórdias

Instituto Superior Bissaya Barreto (ISBB)

Instituto Superior Miguel Torga (ISMT)

Escola Universitária Vasco da Gama (EUVG)

Escola Universitária das Artes de Coimbra (EUAC)

Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich

Escola Superior de Saúde do Alcoitão (ESSA)

Instituto Superior de Espinho (ISESP)

Instituto Superior de Línguas e Administração de Leiria (ISLA)

Instituto Superior de Ciências Educativas (ISCE)

Instituto Superior de Educação e Ciências (ISEC)

Conservatório Superior de Música de Gaia

Instituto Superior Politécnico Gaya (ISPGAYA)

Instituto Superior de Gestão e Administração de Santarém (ISLA)

Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz

Instituto Superior D. Dinis (ISDOM)

Instituto Superior de Paços de Brandão (ISPAB)

Escola Superior de Artes Decorativas (ESAD)

Escola Superior de Educação de João de Deus (ESEJD)

Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes (ISMAT)

Instituto Superior D. Afonso III (INUAF)

Escola Superior de Educação de Almeida Garrett (ESEAG)

Escola Superior de Enfermagem Dr. José Timóteo Montalvão Machado (ESEDJTMM)

Escola Superior de Saúde Ribeiro Sanches (ERISA)

Universidades portuguesas (particulares)

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Publicamos aqui no blog uma lista de todas as universidades públicas de Portugal. Mas se você quer saber también quais são as universidades particulares para ter mais opções antes de tomar uma decisão, não deixe de ver esta lista:

Universidade Católica Portuguesa (UCP)

Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT)

Universidade Autónoma de Lisboa Luís de Camões  (UAL)

Universidade Europeia

Universidade Atlântica

Universidade Lusíada

Instituto Superior de Gestão (ISG)

Instituto de Arte, Design e Empresa — Universitário (IADE)

Escola Superior de Actividades Imobiliárias (ESAI)

Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa (ESTAL)

ISPA – Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida

Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM-The Marketing School)

Instituto Superior de Ciências da Informação e da Administração (ISCIA)

Instituto Superior Autónomo de Estudos Politécnicos (IPA)

Instituto Superior de Tecnologias Avançadas de Lisboa (ISTEC)

Instituto Superior de Gestão Bancária (ISGB)

Instituto Superior Politécnico do Oeste (ISPO)

Universidade Lusófona do Porto (ULP)

Universidade Fernando Pessoa (UFP)

Universidade Portucalense Infante D. Henrique (UPT)

Instituto Superior da Maia (ISMAI)

CESPU- Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário

Instituto Superior de Línguas e Administração de Vila Nova de Gaia (ISLA)

Instituto Superior de Educação e Trabalho (ISET)

Instituto Superior de Serviço Social do Porto (ISSSP)

Escola Superior Artística do Porto  (ESAP)

Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa

Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa de Oliveira de Azeméis

Escola Superior de Enfermagem de Santa Maria

Escola Superior de Artes e Design (ESAD)

Academia Nacional Superior de Orquestra

Instituto Piaget

Escola Superior de Educação de Torres Novas (ESETN)

Escola Superior de Enfermagem de S. José de Cluny

Instituto Superior de Entre Douro e Vouga (ISVOUGA)

Instituto Superior de Comunicação Empresarial (ISCEM)

Instituto Superior de Ciências Empresariais e do Turismo (ISCET)

Instituto Superior de Administração e Línguas (ISAL)

Escola Superior Gallaecia (ESG)

Instituto Superior de Saúde do Alto Ave (ISAVE)

Instituto Superior de Ciências da Administração (ISCAD)

Instituto Superior de Administração e Gestão (ISAG)

Instituto Superior de Novas Profissões (INP)

Instituto de Estudios Superiores de Fafe (IESF)

Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti

Escola Superior de Enfermagem S. Francisco das Misericórdias

Instituto Superior Bissaya Barreto (ISBB)

Instituto Superior Miguel Torga (ISMT)

Escola Universitária Vasco da Gama (EUVG)

Escola Universitária das Artes de Coimbra (EUAC)

Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich

Escola Superior de Saúde do Alcoitão (ESSA)

Instituto Superior de Espinho (ISESP)

Instituto Superior de Línguas e Administração de Leiria (ISLA)

Instituto Superior de Ciências Educativas (ISCE)

Instituto Superior de Educação e Ciências (ISEC)

Conservatório Superior de Música de Gaia

Instituto Superior Politécnico Gaya (ISPGAYA)

Instituto Superior de Gestão e Administração de Santarém (ISLA)

Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz

Instituto Superior D. Dinis (ISDOM)

Instituto Superior de Paços de Brandão (ISPAB)

Escola Superior de Artes Decorativas (ESAD)

Escola Superior de Educação de João de Deus (ESEJD)

Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes (ISMAT)

Instituto Superior D. Afonso III (INUAF)

Escola Superior de Educação de Almeida Garrett (ESEAG)

Escola Superior de Enfermagem Dr. José Timóteo Montalvão Machado (ESEDJTMM)

Escola Superior de Saúde Ribeiro Sanches (ERISA)

Universidades portuguesas (públicas)

bandera-de-portugalSe você está pensando em atravessar o Atlântico para estudar na Europa, Portugal pode ser uma excelente opção. Dá uma olhada nas universidades públicas portuguesas:

Universidade de Lisboa (ULISBOA)

Universidade Nova de Lisboa (UNL)

ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL)

Instituto Politécnico de Lisboa (IPL)

Escola Superior de Enfermagem de Lisboa (ESEL)

Universidade de Coimbra (UC)

Instituto Politécnico de Coimbra (IPC)

Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC)

Universidade do Porto (UP)

Instituto Politécnico do Porto (IPP)

Escola Superior de Enfermagem do Porto (ESEP)

Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC)

Universidade Aberta (UAb)

Instituto Politécnico de Santarém (IPSantarém)

Universidade de Évora (UEVORA)

Universidade da Beira Interior (UBI)

Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB)

Universidade de Aveiro (UA)

Instituto Politécnico de Leiria (IPL)

Universidade do Algarve (UALg)

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD)

Universidade do Minho (UM)

Instituto Politécnico de Bragança (IPB)

Instituto Politécnico de Viseu (IPV)

Instituto Politécnico da Guarda (IPG)

Universidade dos Açores (UAç)

Universidade da Madeira (UMa)

Instituto Politécnico de Portalegre (IPP)

Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (ESHTE)

Instituto Politécnico de Setúbal (IPS)

Instituto Politécnico de Beja (IPBeja)

Instituto Politécnico de Tomar (IPT)

Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA)

Instituto de Estudos Superiores Militares (IESM)

Academia Militar (AM)

Academia da Força Aérea (AFA)

Escola Naval

Escola do Serviço de Saúde Militar (ESSM)

Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI)

Universidades de Portugal (públicas)

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¿Estás pensando en ir a Portugal a estudiar? Te facilitamos el listado de todas las universidades públicas portuguesas:

Universidade de Lisboa (ULISBOA)

Universidade Nova de Lisboa (UNL)

ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL)

Instituto Politécnico de Lisboa (IPL)

Escola Superior de Enfermagem de Lisboa (ESEL)

Universidade de Coimbra (UC)

Instituto Politécnico de Coimbra (IPC)

Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC)

Universidade do Porto (UP)

Instituto Politécnico do Porto (IPP)

Escola Superior de Enfermagem do Porto (ESEP)

Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC)

Universidade Aberta (UAb)

Instituto Politécnico de Santarém (IPSantarém)

Universidade de Évora (UEVORA)

Universidade da Beira Interior (UBI)

Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB)

Universidade de Aveiro (UA)

Instituto Politécnico de Leiria (IPL)

Universidade do Algarve (UALg)

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD)

Universidade do Minho (UM)

Instituto Politécnico de Bragança (IPB)

Instituto Politécnico de Viseu (IPV)

Instituto Politécnico da Guarda (IPG)

Universidade dos Açores (UAç)

Universidade da Madeira (UMa)

Instituto Politécnico de Portalegre (IPP)

Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (ESHTE)

Instituto Politécnico de Setúbal (IPS)

Instituto Politécnico de Beja (IPBeja)

Instituto Politécnico de Tomar (IPT)

Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA)

Instituto de Estudos Superiores Militares (IESM)

Academia Militar (AM)

Academia da Força Aérea (AFA)

Escola Naval

Escola do Serviço de Saúde Militar (ESSM)

Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI)

A calçada da discórdia

Pedra portugesa em solo lisboano

Pedra portugesa em solo lisboano

Bastou dizer que uma das calçadas mais famosas do mundo pode ser substituída por outras mais acessíveis e seguras para acender a chama da polêmica. Se trata da pedra ou calçada portuguesa, aquela tão típica de Portugal e das suas colônias (do Brasil também, claro). A prefeitura de Lisboa quer renovar os passeios da capital trocando as pedrinhas quadradas por outro tipo de pavimento, principalmente nas áreas mais transitadas da cidade. O problema é que aqueles típicos mosaicos que enfeitam o solo português já fazem parte da identidade, do interesse turístico e da cultura desse país.

Para muitos cidadãos, a calçada portuguesa deveria ser considerada patrimônio da humanidade (como o fado). Porém, a lista de problemas provocados pelas pedras cada vez aumenta mais:

  • os sapatos de salto alto são vítimas habituais dos pequenos espaços entre as pedrinhas;
  • em dias de chuva, o solo fica muito escorregadio;
  • nas ruas inclinadas, não é preciso chuva para escorregar, porque a pedra polida é muito traiçoeira;
  • a falta de manutenção provoca imensos buracos na calçada, que podem ser perigosos tanto para os pedestres, quanto para as cadeiras de rodas e os carrinhos de bebê.
Praça do Rossio

Praça do Rossio

A intenção da prefeitura é terminar todas as obras até 2017, mas a intenção de muitos portugueses é conseguir 5.000 firmas para impedir a realização dessas obras. Já conseguiram a metade. Em qualquer caso, se você pretende viajar a Lisboa e quer que a calçada portuguesa apareça nas suas fotos, é melhor já ir fazendo as malas. Pode ser que num futuro próximo, a Praça do Rossio e outros tantos pontos turísticos empedrados pelos conhecidos mosaicos desapareçam do mapa e fiquem só mesmo na nossa memória.

Sobrenomes sefarditas (judeu-espanhóis)

by J.L.G.

O interesse em conhecer os sobrenomes espanhóis de origem sefardita aumentou drasticamente nos últimos meses devido ao anúncio do governo da Espanha sobre a possibilidade de conceder a nacionalidade espanhola, conservando a própria nacionalidade, aos descendentes dos judeus que foram expulsos no final no século XV. Como conseqüência desse interesse, circulam pela Internet inúmeras listas com hipotéticos sobrenomes sefarditas.

Convém esclarecer que esse tipo de lista só poderia ser válida se contivesse os sobrenomes de origem univocamente hebraica ou as variações sofridas pelos sobrenomes espanhóis durante os últimos 500 anos nos lugares onde as comunidades sefarditas se estabeleceram depois da expulsão. Caso contrário, essas listas não revelam nada, pois o resto de sobrenomes espanhóis foram herdados pelos cristãos (“velhos” e “novos”), judeus e mouros de origem espanhola.

As informações que vinculam a origem sefardita a alguns tipos concretos de sobrenomes espanhóis tampouco são de confiança. Existe uma tendência generalizada a atribuir essa origem aos sobrenomes que se referem a objetos (Ballesta, Espada…), cores (Blanco, Rojo…) ou topônimos (Ávila, Toledo, Madrid…). Mas essa teoria não tem respaldo científico, porque tanto esse tipo de sobrenomes, quanto os patronímicos (García, Sánchez, Martínez…) ou os que se referem a ofícios (Tejero, Zapatero, Tejedor…), características físicas (Gordo, Delgado, Bermejo…), qualidades (Leal, Valiente, Bueno…) e lugares ou acidentes geográficos (Río, Laguna, Cerro, Cabezas, Llano…) se atribuíam sem critério às pessoas de qualquer religião. Além disso, era comum colocar os sobrenomes que se referem à igreja (Iglesia, Iglesias…) ou aos santos e invocações (San Martín, Santa Ana, Santa María…) às crianças abandonadas.

Considerando que a maioria dos judeus espanhóis, por diferentes motivos, foram adotando os sobrenomes que não eram hebraicos, determinar a origem sefardita de uma pessoa analisando exclusivamente os sobrenomes de origem espanhola é uma missão muito complicada, para não dizer impossível.

Porém, essa dificuldade poderia abrir as portas a um infinito número de possibilidades de conseguir a cidadania, porque com o resto de critérios que poderiam definir a origem sefardita, tampouco será fácil determiná-la com certeza absoluta por causa dos anos já passados (500 anos) e das vicissitudes dessas comunidades e seus indivíduos nos lugares onde se estabeleceram inicialmente e aonde emigraram depois. Essas circunstâncias poderiam significar que, na prática, se os critérios são estritos, quase ninguém vai conseguir a nacionalidade; se os critérios não são estritos, praticamente todas as pessoas de origem espanhola teriam direito à cidadania.

Além do mais, é preciso recordar os requisitos mínimos exigidos pelo governo da Espanha nos recentes processos de concessão massiva de residência legal aos estrangeiros que, com ou sem raízes espanholas, estavam ilegais na Espanha. Chegaram a aceitar como prova de residência durante o período estabelecido um simples recibo de luz, gás, aluguel, até mesmo um comprovante de ter sido atendido num centro de saúde, punido pela polícia ou por um órgão público, ter uma conta aberta, estar registrado na prefeitura, ter recebido ajuda de alguma obra de caridade… Qualquer estrangeiro que estivesse morando de forma ilegal na Espanha naquele momento pôde apresentar provas e legalizar a sua residência ou, em alguns casos, conseguir a cidadania.

Quando for confirmar a origem espanhola do seu sobrenome, pense que além da versão castelhana, muitos deles tem também sua versão regional (galega, valenciana, maiorquina, aragonesa, catalã, basca, etc.), mas todas elas são espanholas. Além disso, as versões castelhanas mais arcaicas, que é mais provável que os sefarditas expulsos tivessem, podem ser confundidas com as versões portuguesas atuais desses mesmos sobrenomes (dois exemplos: naquele momento, o castelhano ainda tinha o “ç” (Mendoça/Mendoza); o “s” e o “z” eram utilizados indistintamente (Quirós/Quiroz) para escrever o mesmo sobrenome).

Portanto, se você tiver certeza que o seu sobrenome é espanhol e tiver algum interesse em conseguir a cidadania espanhola, deveria pensar seriamente em começar a agilizar os trâmites para quando o prazo estiver aberto. Assim poderá evitar se sentir como o único “bobo” que não conseguiu a nacionalidade por achar que o governo ia estabelecer critérios “rigorosos” para conceder a cidadania…

Ler também: Portugal concederá cidadania a descendentes de judeus sefarditas

Apellidos sefardíes (judeoespañoles)

by J.L.G.

El interés por conocer los apellidos españoles de origen sefardí ha aumentado considerablemente en los últimos meses debido al anuncio del gobierno de España de la posibilidad de otorgar la nacionalidad española, manteniendo la propia, a aquellos descendientes de los judíos sefardíes que fueron expulsados de su territorio a finales del sigo XV. Como consecuencia de este interés, circulan por la Red multitud de listas de supuestos apellidos sefardíes.

Sobre este particular, conviene aclarar que este tipo de listadoslo serían válidos si se refirieran a apellidos de origen inequívocamente hebraico o a las variaciones endémicas que hubieran sufrido los apellidos españoles durante los últimos 500 años en los lugares donde se establecieron las comunidades sefarditas tras la expulsión. De no ser así, estos listados no aportan nada nuevo, pues el resto de apellidos españoles han sido heredados indistintamente por cristianos (“viejos” y “nuevos”), judíos y moriscos de origen español.

Tampoco son fiables las informaciones que asignan origen sefardí a algunas tipologías concretas de apellidos españoles. Una de las ideas más extendidas entre la población sobre este asunto atribuye este origen a apellidos que se refieren a objetos (Ballesta, Espada….), colores (Blanco, Rojo….) o topónimos (Ávila, Toledo, Madrid….). Pero esta teoría no tiene ninguna base científica, puesto que tanto este tipo de apellidos como los patronímicos (García, Sánchez, Martínez…) u otros referidos a oficios (Tejero, Zapatero, Tejedor….), a características físicas (Gordo, Delgado, Bermejo….), a cualidades personales (Leal, Valiente, Bueno…) y a lugares o accidentes geográficos (Río, Laguna, Cerro, Cabezas, Llano….) se asignaban indistintamente a los habitantes de cualquier origen religioso. Asimismo, los que se refieren a la iglesia (Iglesia, Iglesias…) o a sus santos y advocaciones (San Martín, Santa Ana, Santa María…) se solían aplicar para los niños expósitos.

Teniendo en cuenta que la mayoría de los judíos españoles, por diferentes motivos, fueron incorporando los apellidos no hebraicos al linaje de sus familias, determinar el origen sefardí de una persona basándose exclusivamente en los apellidos de origen español es tarea muy complicada, por no decir imposible.

Pero precisamente esta dificultad es la que podría abrir la puerta a un gran número de posibles otorgamientos de nacionalidad, debido a que con el resto de criterios que se barajan para considerar el posible origen sefardí, tampoco será fácil determinar con absoluta certeza el origen, debido al tiempo transcurrido (500 años) y a los avatares que han tenido estas comunidades y sus individuos en los lugares donde se establecieron inicialmente o donde migraron después. Estas circunstancias podrían suponer que, en la práctica, si se aplican criterios estrictos, casi nadie pueda obtener la nacionalidad y si se aplican criterios más laxos, prácticamente todas las personas de origen español estarían en disposición de obtenerla.

Además, hay que tener en cuenta la laxitud aplicada por el  gobierno de España en recientes procesos de otorgamiento masivo de permisos de residencia a extranjeros que, con o sin raíces españolas, residían ilegalmente en España. En estos casos se llegó a aceptar como prueba de residencia efectiva en España durante el periodo de referencia determinado el haber pagado alguna factura de electricidad o gas , haber pagado alquiler, haber recibido atención sanitaria pública, haber sido sancionado por la policía o la administración, tener abierta una cuenta bancaria, estar empadronado en algún ayuntamiento, haber recibido asistencia por alguna organización caritativa… en definitiva, prácticamente cualquier extranjero de los que estaban en ese momento residiendo ilegalmente en España pudieron acreditar su arraigo y obtener el permiso de residencia o la nacionalidad según los casos.

A la hora de confirmar el origen español de su apellido, tenga en cuenta que además de la versión castellana muchos tienen versiones regionales (gallegas, valencianas, mallorquinas, menorquinas, aragonesas, catalanas, navarras, vascas, leonesas, etc.), pero todas ellas son españolas. Además, en las versiones castellanas más arcaicas, que serían las que más probablemente portarían muchos de los sefardíes cuando fueron expulsados, pueden confundirse fácilmente con las versiones portuguesas actuales de estos mismos apellidos (dos ejemplos: en aquel momento se utilizaba en castellano la “ç”  (Mendoça/Mendoza) y se utilizaban indistintamente la “s” y la “z” (Quirós/Quiroz) para escribir el mismo apellido).

Por lo tanto, ante la duda y si usted tiene la certeza de que su apellido es de origen español y tiene algún interés en conseguir la nacionalidad española, debería plantearse seriamente iniciar los trámites pertinentes para conseguirla cuando se abra el plazo. No vaya a suceder que, llegado el momento, tenga la sensación de haber sido el único “tonto” que no lo consiguió por no haberlo pedido pensando que se aplicarían criterios “rigurosos” en la resolución de las solicitudes…

Cidadania portuguesa e espanhola aos judeus sefarditas

Espanha e Portugal anunciaram na semana passada que os judeus descendentes de todos aqueles que foram expulsos dos seus territórios durante o século XV vão ter direito à dupla cidadania. A informação divulgada por ambos governos europeus surpreendeu os judeus espalhaldos pelos mundo inteiro, que agora podem optar por obter o passaporte espanhol ou português, dependendo da procedência dos seus ancestrais.

O número de judeus com raízes europeias, especificamente com antepassados que viveram na península ibérica, supera os 3 milhões só em Israel. Desde os anos 30, os sefarditas já contavam com a possibilidade de solicitar a cidadania, mas deviam negar a sua nacionalidade de origem. A vantagem da atual decisão governamental é que os judeus podem conservar a cidadania que possua e adquirir a europeia.

Os judeus interessados deverão demonstrar, por exemplo, a origem dos seus sobrenomes e, no caso da Espanha, comprovar que conhecem o idioma ladino (judeu-espanhol). A Federación de Comunidades Judías de España disponibilizará um documento que garanta e certifique que as pessoas que desejam obter a dupla cidadania são realmente sefarditas.

Portugal já pediu desculpas ao povo judeu. A Espanha ainda não. Agora são os mouros descendentes daqueles que foram expulsos do território espanhol no século XVII que se sentem excluidos e reclamam os seus direitos perante o governo espanhol. Enquanto isso, tantos e tantos africanos deixam suas vidas e suas ilusões nos mares das costas europeias todos os anos tentando chegar ao outro lado da fronteira. E nós, humanos, quando vamos entender que somos isso, humanos, sem essas caducas barreiras históricas sem sentido? Quem sabe se esse pequeno passo dos governos espanhol e português servirá de exemplo para outras iniciativas parecidas?